O primeiro nível de suporte relevante para o Bitcoin está em US$ 66.600, praticamente coincidente com o aglomerado de URPD em US$ 66.800 — uma zona que concentra volume significativo e, portanto, funciona como área técnica de oferta e demanda. No momento, o BTC é negociado cerca de 1,6% acima desse suporte crítico.
Se os grandes investidores continuarem distribuindo posições nessa faixa, a sustentação do nível pode se tornar frágil. A perda consistente dos US$ 66.600 abriria espaço para um movimento em direção aos US$ 60.000, o que representaria aproximadamente 12% de potencial adicional de queda em relação aos preços atuais.
O Bitcoin chegou a testar brevemente essa região em 6 de fevereiro, antes de reagir. Contudo, o contexto atual aparenta maior fragilidade: o índice de grandes investidores opera próximo das máximas do ano e uma divergência baixista já se formou — fatores que aumentam o risco de uma correção mais profunda caso o suporte seja rompido.

No momento, todos esses sinais de alerta convergem enquanto o Bitcoin oscila logo acima do grande aglomerado de oferta. Uma perda da região de US$ 66.600 pode desencadear vendas em cascata caso o suporte do URPD não se sustente. Investidores posicionados próximos ao preço médio de US$ 66.800 tenderiam a reagir defensivamente, enquanto posições alavancadas que apostam em recuperação poderiam ser liquidadas. Nesse cenário, o movimento em direção aos US$ 60.000 pode ganhar velocidade rapidamente após o rompimento inicial.
Por outro lado, para sinalizar reação consistente dos compradores, o Bitcoin precisa superar de forma sustentada os US$ 71.600. Esse movimento enfraqueceria a estrutura baixista de curto prazo e indicaria retomada parcial do controle pelos touros. A invalidação completa do padrão atual, no entanto, só ocorre acima de US$ 79.300. Até que esse nível seja reconquistado, a configuração de bandeira de baixa permanece ativa e o risco de continuação da correção segue predominante.