Alguns argumentam que a alta no Exchange Whale Ratio teria sido causada apenas pela redução dos depósitos totais nas exchanges. Porém, os dados mostram que essa explicação não se sustenta.

O número de carteiras com 1.000 BTC ou mais caiu de 1.959 em 22 de janeiro para 1.939 atualmente — uma diminuição de 20 grandes detentores durante o período de correção.

Esses investidores não simplesmente “sumiram”. Eles reduziram exposição enquanto o preço recuava. A queda no número de endereços acompanhou o movimento de baixa, sem indícios claros de acumulação no fundo. Pelo contrário: os dados sugerem que parte relevante da pressão vendedora partiu justamente desses grandes players.

O comportamento recente indica que as baleias vêm aproveitando repiques para reduzir posição e intensificando vendas durante momentos de correção. Falta convicção nas movimentações: não há sinal consistente de acumulação em fraqueza. Quando grandes investidores compram em quedas, reforçam a pressão compradora; quando distribuem nesses pontos, ampliam a pressão vendedora e aceleram o movimento descendente.

A retração mensal de 27% do Bitcoin ganha ainda mais peso ao observar a redução de pelo menos 20 endereços com 1.000 BTC ou mais — o equivalente a cerca de 20 mil BTC saindo dessas carteiras no período.

O risco se amplia ao analisar a concentração de oferta. A distribuição do preço realizado dos UTXOs revela zonas claras de custo base espalhadas pelo mercado, destacando faixas onde volumes expressivos foram formados. Esses níveis tendem a funcionar como suportes ou resistências relevantes, dependendo da direção do fluxo.

No momento, a maior concentração está próxima de US$ 66.800, representando a principal zona de custo base abaixo do preço atual. Romper essa faixa exigiria pressão vendedora significativa. Investidores de varejo dificilmente teriam força para atravessar uma barreira de oferta tão densa — movimento que, historicamente, costuma depender da atuação das baleias, reforçando o papel desses grandes players na dinâmica recente do Bitcoin.

O desafio é direto: as baleias já estão vendendo.

O aumento do Exchange Whale Ratio e a queda no número de endereços confirmam a distribuição.

Com o Bitcoin perto de US$ 67.600, o preço está perigosamente próximo do principal cluster em US$ 66.800.

Se a pressão continuar, esse nível pode ser testado — e a reação ali deve definir o próximo movimento do mercado.

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