O analista de mercado Carmelo Alemán destacou que carteiras com 1.000 a 10.000 BTC controlam atualmente cerca de 4,483 milhões de BTC.
Desse total:
1,287 milhão de BTC (28,7%) pertencem a baleias de curto prazo (STH).
3,196 milhões de BTC (71,3%) estão nas mãos de baleias de longo prazo (LTH).
A diferença no preço médio de aquisição chama atenção.
As baleias STH apresentam preço realizado em US$ 88.494, acumulando cerca de 22% de perda não realizada.
Já as baleias LTH têm preço realizado em US$ 41.626, mantendo aproximadamente 65% de lucro não realizado.
O contraste evidencia duas realidades distintas: enquanto os investidores recentes enfrentam pressão, os detentores mais antigos seguem em posição confortável.

O preço realizado do Bitcoin favorece tanto as novas quanto as antigas baleias.Fonte: CryptoQuant
Alemán destacou que essa assimetria evidencia a pressão sobre os detentores mais recentes, enquanto o capital antigo ainda preserva ampla margem de segurança.
Mesmo assim, as perdas realizadas pelas baleias de curto prazo (STH) permanecem contidas desde a máxima histórica de US$ 126.000 em outubro de 2025, sinalizando certa resiliência desses investidores.
O principal nível estrutural segue em US$ 41.626, correspondente ao preço realizado das baleias de longo prazo (LTH). Enquanto o Bitcoin permanecer acima dessa faixa, o cenário sugere redistribuição de oferta — e não uma capitulação estrutural — segundo o analista.
