Ô trem bão de ver: as tais stablecoins rodaram coisa de US$ 33 trilhões em liquidação onchain no ano passado. E num é que o USDC passou na frente do USDT pela primeira vez na história? Pois é, liderou as transações anuais e deixou o concorrente pra trás.

Segundo um estudo da Bitget Wallet, divulgado dia 29, a oferta dessas moedas cresceu mais de 50%, batendo uns US$ 308 bilhões. O USDC sozinho movimentou perto de US$ 18,3 trilhões, enquanto o USDT ficou nos US$ 13,3 trilhões. Isso mostra que o dinheiro tá correndo mais ligeiro nos protocolos DeFi e que os grandões do mercado tão preferindo o USDC, ainda mais depois da tal lei GENIUS Act.

Regulamentação – cada canto com seu jeito

Esse avanço veio junto com uma onda de regulação mundo afora.

- Estados Unidos, Europa e Hong Kong deram mais clareza jurídica, abrindo espaço pros bancos, fintechs e empresas grandes entrarem de vez.

- Em Hong Kong, criaram um regime específico pra emissão de stablecoins, tudo debaixo da supervisão da Autoridade Monetária. Isso atraiu tanto banco tradicional quanto empresa de tecnologia.

- Na Europa, entrou em vigor o MiCA, que padronizou o mercado inteiro da União Europeia. A Alemanha já lançou iniciativa própria e o Reino Unido tá testando stablecoin atrelada à libra.

A Tether, que cuida do USDT, não ficou parada: lançou o USAT, uma versão pensada pra agradar os reguladores dos EUA.

Carteiras digitais – virando peça-chave

Outro ponto é a tecnologia. As carteiras digitais tão virando a camada principal de distribuição no sistema financeiro em blockchain. Funcionam como:

- interface de pagamento,

- roteador de moedas,

- e até mecanismo programável pra execução financeira.

Além disso, surgiram os modelos de PayFi, onde o dinheiro parado durante pagamentos já rende automaticamente em protocolos descentralizados. É capital trabalhando sem perder liquidez.

Stablecoins locais – cada país no seu trilho

Na Europa e na Ásia, já tem stablecoin atrelada às moedas nacionais, servindo como trilho de pagamento doméstico. Isso se conecta com sistemas como o PIX aqui no Brasil e o SPEI no México.

Olhando pra frente

Pra 2026, a previsão é que:

- as carteiras digitais virem a principal interface financeira,

- stablecoins sejam os trilhos invisíveis da liquidação global,

- agentes de inteligência artificial façam mais transações que gente,

- e a privacidade vire requisito central pras operações institucionais.