
Parece que a União Europeia tá querendo cortar de vez as transações de criptomoeda que vêm da Rússia. Segundo o jornal inglês Financial Times, a ideia é não deixar Moscou usar esses ativos digitais pra escapar das sanções que o bloco europeu colocou depois da invasão da Ucrânia.
Esse negócio faz parte de um novo pacote de medidas, mas ainda precisa que todos os países da União deem o “sim” pra valer.
Nos papéis que o jornal teve acesso, tá escrito que a proposta é travar empresas e plataformas de cripto ligadas à Rússia de rodar na Europa. A Comissão Europeia acha que não adianta punir só algumas companhias, porque logo aparecem outras no lugar. Por isso, querem ampliar o cerco e bloquear qualquer serviço de criptomoeda que tenha ligação com o país.

Esse plano aí tá querendo tampar as brechas que uns atravessadores e uns países de fora tão aproveitando. Um dos pontos de atenção é o Quirguistão, que parece que tá servindo de caminho escondido pra levar tecnologia sensível e uns trem de uso duplo, tipo peça eletrônica que vai parar em drone e equipamento militar.
Outra preocupação é não deixar nascer “filhote” da tal exchange russa Garantex, que já levou sanção dos ocidentais. As empresa que mexe com análise de blockchain calcularam que, em 2024, mais de 85% das criptomoedas que foram parar em entidade sancionada passaram justamente pela Garantex e pela iraniana Nobitex.
Os americanos já falaram que a Garantex é plataforma ligada à lavagem de dinheiro e quebra de sanção, com bilhões de dólares rodando lá desde 2019.
Se esse projeto passar, vai aumentar bem o peso das restrições contra a Rússia, reforçando a estratégia da Europa de cortar fonte alternativa de dinheiro pra guerra. Só que, segundo o jornal FT, pelo menos três países do bloco tão com o pé atrás, preocupados se isso vai dar certo mesmo e quais seriam os efeitos na economia.