A Binance e a Franklin Templeton resolveram juntar forças e criaram um trem diferente: um programa de garantia fora da corretora, o tal do off-exchange. Com isso, dá pra usar fundo tokenizado de mercado monetário como colateral nas negociações, sem precisar deixar o dinheiro preso lá dentro da exchange.

A ideia é diminuir aquele risco de contraparte que sempre preocupa os investidores grandes. Os ativos ficam guardados em custódia regulada, fora da corretora, mas o valor deles aparece espelhado no sistema da Binance. Assim, o caboclo pode negociar tranquilo, sem medo de ficar com recurso travado.

Como funciona na prática

O esquema é o seguinte:

- O cliente que tiver direito usa ações tokenizadas dos fundos da Franklin Templeton (pela plataforma Benji) como garantia.

- Esses ativos ficam guardados fora da Binance, em ambiente regulado.

- Enquanto isso, continuam rendendo como fundo de mercado monetário.

- E ainda servem de colateral pra operação em cripto.

Ou seja, o investidor mata dois coelhos com uma cajadada só: mantém rendimento e reduz risco de deixar dinheiro parado na corretora.

Custódia e segurança

Quem toma conta da guarda é a Ceffu, parceira da Binance. Eles têm licença em Dubai e usam tecnologia de ponta pra proteger os ativos. O CEO deles disse que esse modelo atende justamente à demanda dos investidores institucionais que querem segurança sem perder eficiência.

Tokenização e futuro

Esse movimento mostra como o mercado tá caminhando: transformar ativos tradicionais em tokenizados, especialmente os mais conservadores, tipo fundo de mercado monetário. É uma ponte entre o sistema financeiro tradicional e o mundo cripto.

A Franklin Templeton já vem mexendo com isso desde 2018 e administra mais de US$ 1,7 trilhão. A Binance, por sua vez, quer atrair cada vez mais investidores institucionais com soluções seguras e reguladas.

O que muda pro mercado

Com esse modelo:

- As instituições otimizam o uso do capital.

- Diminuem a exposição direta às exchanges.

- Reduzem risco de contraparte.

- E aproximam de vez finanças tradicionais e blockchain.

No fim das contas, é mais um passo pra profissionalizar o mercado de ativos digitais e deixar o trem mais confiável pros grandes investidores.

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