
Uai, sô… Quase seis milhão e quatrocentos mil dólar em Bitcoin que o povo lá dos Estados Unidos tomou dos criadores da tal Samourai Wallet não foi vendido não. Em vez disso, vai é parar numa reserva nacional de Bitcoin, conforme falou um funcionário da Casa Branca na sexta-feira, dia 16.
Esse trem veio depois que, no mês passado, os advogados e parentes dos desenvolvedores — que tão presos — ficaram cabreiros achando que os promotores de Nova York iam dar fim nos fundos. Se isso acontecesse, ia bater de frente com a ideia do presidente Donald Trump, que em março criou uma reserva federal de Bitcoin usando moeda apreendida.
Tinha até um acordo assinado entre os promotores e os rapazes da Samourai, Keonne Rodriguez e William Lonergan Hill, que parecia dizer que os Bitcoins iam ser liquidados logo. O documento falava que eles autorizavam o Serviço de Delegados Federais (USMS) a receber e vender os Bitcoins, e depois jogar o dinheiro no Fundo de Confisco de Ativos pra ajudar nas penas financeiras deles.
Só que, na sexta, Patrick Witt, que é diretor do Conselho de Ativos Digitais do Trump, contou que o Departamento de Justiça garantiu pra ele que esses Bitcoins não foram e nem vão ser vendidos.
No fim das contas, segundo Witt, o dinheiro vai mesmo é engrossar a tal reserva estratégica de Bitcoin do governo.

Caso da Samourai Wallet
Rodriguez e Hill já tinham assumido a bronca no ano passado: disseram que eram culpados de tocar um serviço de dinheiro sem licença, por causa da Samourai, um trem que ajudava quem mexe com Bitcoin a deixar as transações mais escondidas, mais privadas.
Esse processo começou lá atrás, no governo do Biden, mas foi levado adiante pelo pessoal do Trump. Em novembro, o DOJ do Trump conseguiu a pena mais pesada pra Rodriguez: cinco anos de cadeia. Hill pegou quatro. Os dois já tão cumprindo sentença desde o começo deste mês.
O caso chamou atenção da turma que defende criptomoeda e privacidade, porque pode mexer com o futuro de programas que protegem a vida financeira do povo nos Estados Unidos.
Pra complicar, essa história deu uma arranhada na imagem do Trump com os “cripto-entusiastas”. Ele vinha se vendendo como “o presidente cripto” no segundo mandato, mas esse rolo não ajudou muito.
Dias antes de Rodriguez se entregar, o site Decrypt perguntou se Trump pensava em dar perdão pros dois. Ele disse que ia “olhar isso” e pediu pra procuradora-geral Pam Bondi investigar melhor. Só que não deu em nada: Rodriguez e Hill foram mesmo pra prisão federal e tão lá até hoje.
Mesmo assim, parece que o Bitcoin em si nunca foi liquidado, não importa o que os promotores tentaram fazer.
Já passou quase um mês desde que o presidente e a procuradora falaram do caso, mas o tal perdão pros dois ainda não saiu.
A esposa de Rodriguez, Lauren Emily, falou que não confia muito na conversa dos procuradores. Disse que já viu tanta mentira e manipulação nesse processo que não duvida de mais nada.
Enquanto isso, os aliados dos desenvolvedores da Samourai dizem que os promotores de Manhattan tão indo contra a vontade da Casa Branca: primeiro, porque venderam os Bitcoins apreendidos mesmo com uma ordem executiva de março de 2025 que mandava guardar numa reserva federal; segundo, porque talvez nem deviam ter processado os caras desde o começo.
