Dados recentes da Triple-A indicam que aproximadamente 30,4%, ou 3 milhões de pessoas, nos Emirados Árabes Unidos agora possuem criptomoedas, posicionando o país na vanguarda do cenário global de fintech.

Da mesma forma, o Vietnã também experimentou um aumento notável no engajamento com criptomoedas, com 21,2% de sua população, cerca de 21 milhões de indivíduos, participando do mercado de moeda digital. Essa tendência no Vietnã supera a de Cingapura, uma nação desenvolvida renomada por seu cenário financeiro avançado.

A crescente afinidade do Vietnã por criptomoedas reflete uma tendência mais ampla em mercados emergentes, onde os ativos digitais são cada vez mais vistos como vias viáveis ​​para investimento e diversificação de ativos. Enquanto isso, apesar de sua proeza financeira, Cingapura mostra uma taxa de adoção de criptomoedas mais conservadora em 11,1%, indicando um crescimento cauteloso, mas estável neste setor

Os Estados Unidos, o Irã, as Filipinas, o Brasil e a Arábia Saudita também demonstram taxas de adoção significativas, destacando o apelo diversificado da criptomoeda em vários cenários econômicos.

Aproximadamente 15,6% da população dos EUA possui moeda digital, com quase 53 milhões de americanos envolvidos. Essa participação é reforçada por marcos regulatórios, como a aprovação de fundos negociados em bolsa (ETFs) spot Bitcoin e Ethereum.

Em contraste, países como Irã e Filipinas apresentam taxas de adoção de 13,5% e 13,4%, respectivamente, indicando uma forte tendência de ver os ativos digitais como ferramentas para fortalecimento financeiro e formação de riqueza.

Tendências globais de regulamentação de criptomoedas: como as nações estão se adaptando

Além disso, à medida que nações ao redor do mundo adotam moedas digitais, elas estão cada vez mais aprimorando suas estruturas regulatórias para gerenciar esse setor. Por exemplo, a Monetary Authority of Singapore (MAS) atualizou recentemente o Payment Services Act, introduzindo uma estrutura regulatória mais abrangente.

Essas emendas incluem disposições para a custódia de tokens de pagamento digital (DPT), facilitando a transmissão e a supervisão de transferências de dinheiro transfronteiriças. O escopo dessas regulamentações também se estende a transações envolvendo fundos de fora de Cingapura, concedendo à MAS a autoridade para impor medidas rigorosas aos provedores de serviços DPT.

Essa abordagem visa abordar efetivamente os riscos associados a ativos digitais. A MAS poderá impor padrões relacionados à prevenção à lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo, proteção ao usuário e estabilidade financeira. Além disso, a MAS divulgou diretrizes delineando padrões de proteção ao consumidor para provedores de serviços DPT, em vigor a partir de 4 de outubro.

Em contraste, os Estados Unidos adotaram uma postura mais rigorosa em relação às regulamentações de criptomoedas. Embora tenham autorizado recentemente ETFs spot de Bitcoin e Ethereum, ainda há um forte desejo de que um candidato pró-criptomoeda vença a próxima eleição dos EUA, potencialmente abrindo mais oportunidades para moedas digitais na região.