Não faz muito tempo, em algum café decadente que cheirava a tabaco e literatura barata, alguém me falou pela primeira vez sobre criptomoedas. Um engenheiro, daqueles que olham com certo desdém para quem ainda escreve com caneta. “Bitcoin é o futuro, professor”, ele me disse. E aí estava. Mas o tempo passou e com ele surgiu um nome peculiar: BTTC, uma criptomoeda que agora, entre luzes de néon e noites sem dormir, promete ser algo mais do que uma miragem digital.

$BTTC , ou BitTorrent Chain, como seus criadores a chamaram, não é simplesmente um nome exótico em um oceano cheio de promessas tecnológicas. Nasceu como uma tentativa de melhorar algo que já conhecemos: a troca descentralizada de dados. A sua origem está ligada ao BitTorrent, aquele velho conhecido dos internautas que, ainda na década de noventa, nos ensinou que a informação podia viajar a velocidades vertiginosas entre pontos distantes do planeta. O BitTorrent, na época, era como aqueles corsários que navegavam no Mediterrâneo, movendo-se entre ilhas digitais, compartilhando o que podiam enquanto o mundo tentava entender o que diabos eles estavam fazendo.

Mas #BTTC C foi além. Não queria continuar a ser um simples instrumento de troca de ficheiros; tornou-se uma ferramenta de infraestrutura descentralizada. Aproveitando a tecnologia blockchain, o BTTC criou uma ponte entre diferentes cadeias (ou blockchains) para tornar a transferência de dados e ativos digitais mais rápida, barata e, acima de tudo, mais segura. Em termos de rua: é como se alguém tivesse inventado estradas entre cidades antes separadas por mares turbulentos.

Um de seus primeiros marcos, em 2021, foi sua adoção massiva na rede BitTorrent como forma de incentivar o compartilhamento de dados. Graças à sua integração, os usuários poderiam ganhar recompensas por participarem do ecossistema, uma espécie de pagamento por retribuir ao mundo digital. A criptomoeda rapidamente ganhou notoriedade na Ásia, Europa e América, tornando-se um fenômeno global em menos tempo do que leva para escrever um poema ruim.

#BTTC tem um potencial que vai além da simples especulação económica. Estamos falando de uma tecnologia que poderia, em teoria, revolucionar a forma como empresas, governos e até cidadãos comuns lidam com seus dados e transações. Imagine uma rede global onde o fluxo de informação é tão livre como o vento, mas tão seguro como um forte medieval. Esse é o sonho que o BTTC persegue.

Porém, como tudo na vida, o BTTC apresenta riscos. Os mercados de criptomoedas são tão voláteis quanto o humor de um escritor em meio a um bloqueio criativo. As promessas tecnológicas muitas vezes colidem com a dura realidade das regulamentações governamentais e com a desconfiança daqueles que ainda preferem o dinheiro físico debaixo do colchão. Mas, como dizia um velho marinheiro que conheci em algum porto: “Para descobrir novos horizontes é preciso estar disposto a perder de vista a costa”.

O BTTC, com origem na lendária rede BitTorrent, é uma daquelas apostas que pode mudar o jogo. Pode não ser o futuro absoluto, mas a sua história já começou a ser escrita em tinta digital. Como boa testemunha deste mundo caótico, só me resta observar, escrever e talvez, se o vento soprar a meu favor, investir algumas moedas para ver até onde nos leva este galeão tecnológico.

Porque no final, como acontece com os bons livros e as grandes aventuras, o que importa não é apenas o destino, mas a viagem. E $BTTC

BTTC
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Promete ser, no mínimo, uma viagem interessante.

#futureofwork #paciencia