Arthur Hayes, Diretor de Investimentos da Maelstrom e cofundador e ex-CEO da BitMEX, publicou um novo ensaio intitulado “O Feio”. Nele, ele argumenta que o Bitcoin pode passar por uma retração significativa no curto prazo antes de disparar para máximas históricas. Hayes delineia dois cenários principais para a compra de Bitcoin.
Uma Correção de Mercado Antes de um Grande Rali?
Hayes começa comparando a análise de mercado ao esqui fora de pista em um vulcão dormente—onde mudanças súbitas nas condições podem sinalizar perigo iminente. Ele recorda uma sensação semelhante do final de 2021, pouco antes de os mercados de criptomoedas desabarem de máximas históricas.
Ele destaca indicadores sutis, como movimentos do balanço patrimonial dos bancos centrais, expansão do crédito bancário e a relação entre os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, ações e Bitcoin. Esses fatores, ele diz, se assemelham às condições de mercado antes das quedas de 2022 e 2023. Apesar disso, Hayes não acredita que o ciclo de alta mais amplo do Bitcoin tenha acabado. No entanto, ele antecipa uma queda potencial para a faixa de $70.000–$75.000 antes de uma recuperação acentuada, potencialmente empurrando o Bitcoin para $250.000 até o final do ano.
A Estratégia de Hayes: Reduzir para Reinvestir em Níveis Mais Baixos
Dado o atual ambiente macroeconômico—caracterizado por preocupações com a inflação e aumento das taxas de juros—Hayes descreve os movimentos de preço do Bitcoin como estando intimamente ligados aos mercados financeiros mais amplos. Sua empresa de investimentos, Maelstrom, permanece líquida em Bitcoin enquanto aumenta suas participações em stablecoins USDe, posicionando-se para recomprar Bitcoin se cair abaixo de $75.000.
Hayes vê uma correção potencial de 30% como um cenário realista. No entanto, ele também reconhece que o Bitcoin pode continuar subindo. Seu segundo gatilho de compra? Se o Bitcoin ultrapassar $110.000 em um volume forte com um aumento do interesse em futuros perpétuos, ele “jogará a toalha” e comprará de volta em níveis mais altos.
Bancos Centrais, Taxas de Juros e o Futuro do Bitcoin
Arthur Hayes atribui a pressão potencial para baixo às decisões de política monetária dos principais bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed), o Banco Popular da China (PBOC) e o Banco do Japão. Essas instituições, ele observa, estão limitando a criação de dinheiro ou permitindo que os rendimentos dos títulos aumentem—movimentos que podem drenar a liquidez do especulativo
