A Agência Central de Estatísticas (BPS) declarou que o crescimento econômico da Indonésia no ano passado conseguiu atingir 5,02%. Embora maior quando comparado a outros países, esse número é considerado estagnado.

Como não poderia deixar de ser, o crescimento econômico nos últimos 5 anos sempre esteve no mesmo nível. Para esse fim, o governo do presidente Prabowo Subianto tem como meta um crescimento bastante ambicioso de 8%, número alcançado pela última vez em 1996, conforme relatado pela Bloomberg.

Essa meta já foi alcançada de várias maneiras, incluindo a construção de mais moradias públicas, a atração de mais investimentos estrangeiros e nacionais e a distribuição de refeições gratuitas.

Prabowo também concordou com o aumento do salário mínimo, que é maior do que o esperado, e reduziu o aumento de impostos este ano, até dando estímulos econômicos como descontos na conta de luz neste mês.

Os obstáculos da Indonésia nos últimos 10 anos foram impulsionados por vários fatores, como a pressão sobre a taxa de câmbio no setor de importação, aumento de preços após a inflação e altas taxas de juros. Além disso, segundo a economista da PT Bank Danamon Hosianna Evalita Situmorang, a ameaça de uma guerra comercial dos EUA pode dificultar a recuperação do setor de exportação da Indonésia.

Quanto a cumprir a expectativa de PIB de 8%, o Ministro Airlangga Hartarto afirmou que a estratégia do governo para manter o crescimento econômico inclui impulsionar a industrialização de recursos naturais (SDA), reduzir a Relação de Capital Incremental por Saída (ICOR) e oferecer instalações educacionais.

No entanto, economistas do Australia and New Zealand Banking Group afirmaram que o principal obstáculo das famílias indonésias é a capacidade de reconstruir o setor econômico que foi enfraquecido pela pandemia.

Ele também sugeriu que a Indonésia se concentre em gastos voltados para o bem-estar e na decisão de limitar o aumento do IVA sobre bens e serviços de luxo, para que o consumo continue a ser impulsionado.

-# Fonte da Imagem: Bloomberg