Criptomoedas são ativos digitais que usam criptografia para proteger transações e controlar a criação de novas unidades. Elas são descentralizadas, o que significa que não são emitidas ou regulamentadas por nenhuma autoridade central, como um governo ou um banco. As criptomoedas oferecem muitos benefícios, como taxas mais baixas, transações mais rápidas, maior privacidade e mais inovação.

De acordo com um relatório da Statista, a adoção global de criptomoedas aumentou de 7,1% em 2019 para 9,3% em 2020. O relatório classificou 74 países com base na porcentagem de pessoas que possuem ou usam criptomoedas. Os cinco principais países são Nigéria (32%), Vietnã (21%), Filipinas (20%), Turquia (16%) e Peru (16%). O Brasil está em sétimo lugar, com 8,1% de adoção.

O Brasil é um dos maiores e mais populosos países da América Latina, com uma população de mais de 211 milhões de pessoas. É também uma das economias mais diversas e dinâmicas da região, com um PIB de mais de US$ 1,8 trilhão. O Brasil tem uma longa história de inovação e empreendedorismo, especialmente nas áreas de agricultura, aeroespacial, energia e biotecnologia.

O Brasil também demonstrou um forte interesse em criptomoedas, tanto como forma de investimento quanto como ferramenta de inclusão social e financeira. De acordo com um estudo da Chainalysis, o Brasil é o sétimo país que mais usa criptomoedas, respondendo por 1,4% da atividade cripto global. O estudo também revelou que o Brasil tem o maior número de usuários de criptomoedas na América Latina, com mais de 1,4 milhão de pessoas.

Existem muitos fatores que impulsionam a adoção de criptomoedas no Brasil, como:

Inflação: O Brasil tem experimentado altas e voláteis taxas de inflação no passado, atingindo mais de 2.000% em 1993. Embora a taxa de inflação tenha se estabilizado nos últimos anos, ela ainda permanece acima da meta de 4,25%. A inflação corrói o poder de compra da moeda local, o real brasileiro (BRL), e reduz a confiança no sistema financeiro. As criptomoedas, por outro lado, têm uma oferta limitada e não são afetadas por políticas monetárias, tornando-as uma proteção contra a inflação e a desvalorização da moeda.

Desconfiança nas instituições: O Brasil também enfrentou crises políticas e econômicas na última década, resultando em escândalos de corrupção, agitação social e recessão. Esses eventos minaram a confiança no governo e nos bancos e aumentaram a demanda por soluções alternativas e transparentes. As criptomoedas são baseadas na tecnologia blockchain, que é um livro-razão distribuído que registra transações de forma segura e imutável. A tecnologia blockchain permite transações ponto a ponto, sem a necessidade de intermediários ou terceiros, aumentando a eficiência e a responsabilização do sistema.

Inclusão digital: O Brasil tem uma alta taxa de penetração da internet, com mais de 150 milhões de usuários de internet, representando 71% da população. O Brasil também tem uma alta taxa de penetração de smartphones, com mais de 230 milhões de dispositivos, representando 109% da população. Esses números indicam que o Brasil tem uma população digital grande e ativa, que está familiarizada com plataformas e serviços online. As criptomoedas são acessíveis e convenientes para usuários digitais, pois podem ser armazenadas e transferidas usando aplicativos móveis e carteiras, sem a necessidade de agências físicas ou documentos.

Inovação tecnológica: O Brasil tem um ecossistema vibrante e crescente de startups, empreendedores e investidores, que estão constantemente desenvolvendo novos produtos e serviços para os mercados local e global. O Brasil também produziu algumas das empresas mais bem-sucedidas e inovadoras da América Latina, como Nubank, PagSeguro, iFood e 99. As criptomoedas são uma fonte de inovação e experimentação para o setor de tecnologia brasileiro, pois permitem novos modelos de negócios, casos de uso e soluções para vários setores e indústrias.

O Brasil tem um cenário diverso e rico de criptomoedas, com muitos projetos e iniciativas que visam promover a adoção e o desenvolvimento do espaço cripto. Alguns dos exemplos mais notáveis ​​são:

BUSD: BUSD é uma stablecoin atrelada ao dólar americano e apoiada por reservas fiduciárias. BUSD é emitida pela Paxos, uma empresa fiduciária regulamentada, e aprovada pelo Departamento de Serviços Financeiros do Estado de Nova York. BUSD também é suportada pela Binance, a maior bolsa de criptomoedas do mundo em volume de negociação. BUSD é usada como uma ponte entre fiduciária e cripto, permitindo que os usuários convertam facilmente seus fundos e acessem o mercado global de criptomoedas. BUSD também oferece taxas baixas, transações rápidas e alta segurança.

BRZ: BRZ é outra stablecoin que é atrelada ao real brasileiro e apoiada por reservas fiduciárias. BRZ é emitida pela Transfero Swiss, uma empresa fintech sediada na Suíça, e auditada pela CertiK, uma empresa de segurança de blockchain. BRZ também é suportada por várias plataformas de criptomoedas, como Bitfinex, Bittrex e Novadax. BRZ é projetada para atender os mercados brasileiro e latino-americano, fornecendo aos usuários uma alternativa estável e líquida à moeda local. BRZ também permite pagamentos internacionais, remessas e comércio eletrônico.

Criptomoedas brasileiras: O Brasil também criou diversas criptomoedas que são nativas do país, refletindo sua cultura, história e valores. Algumas dessas criptomoedas são:

Blood Donation Coin (BDC): BDC é uma criptomoeda que recompensa doadores de sangue e incentiva a doação de sangue. BDC é baseado no blockchain Ethereum e usa contratos inteligentes para verificar e registrar doações de sangue. BDC pode ser trocado por bens e serviços em comerciantes participantes, ou doado para instituições de caridade e causas sociais.

MartexCoin (MXT): MXT é uma criptomoeda que visa melhorar a segurança, privacidade e velocidade das transações. MXT é baseado no blockchain Dash e usa recursos como masternodes, PrivateSend e InstantSend. MXT também suporta o desenvolvimento de aplicativos descentralizados e contratos inteligentes em sua plataforma.

CriptoReal (CRS): CRS é uma criptomoeda inspirada no real brasileiro e na bandeira brasileira. CRS é baseado no blockchain do Bitcoin e usa o mecanismo de consenso Proof of Work. CRS também suporta a integração de outras criptomoedas e tokens em sua rede, criando um ecossistema cripto unificado e interoperável.

Criptomoedas são um fenômeno que está transformando o mundo das finanças e da tecnologia, e o Brasil é um dos países que está liderando o caminho. O Brasil tem uma população grande e diversa, uma economia forte e dinâmica e uma demanda alta e crescente por criptomoedas. O Brasil também tem uma comunidade cripto vibrante e inovadora, com muitos projetos e iniciativas que estão avançando a adoção e o desenvolvimento do espaço cripto.

As criptomoedas oferecem muitas oportunidades e desafios para o Brasil e outros países, e é importante estar informado e ciente dos riscos e benefícios envolvidos. As criptomoedas não são uma recomendação ou um endosso de qualquer produto ou serviço, e não são um substituto para aconselhamento ou orientação profissional. As criptomoedas são voláteis e especulativas, e podem perder valor ou se tornar inúteis a qualquer momento. As criptomoedas também estão sujeitas a incertezas legais e regulatórias, e podem ser proibidas ou restringidas pelas autoridades.

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