O presidente Donald Trump pronunciou recentemente seu primeiro discurso perante o Congresso desde que assumiu seu segundo mandato. Durante quase duas horas, Trump destacou as conquistas de sua administração em suas primeiras seis semanas e delineou sua agenda futura. O discurso refletiu a profunda polarização política nos Estados Unidos, com aplausos entusiásticos dos republicanos e protestos, incluindo a expulsão do congressista democrata Al Green por interromper o presidente.   

Em matéria econômica, Trump defendeu a imposição de tarifas de 25% a produtos do Canadá e México, argumentando que buscam proteger os interesses nacionais. Embora tenha reconhecido que poderiam gerar “um pequeno distúrbio” nos mercados, assegurou que os Estados Unidos estão preparados para enfrentá-lo. Além disso, elogiou os esforços de Elon Musk à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) por eliminar os gastos desnecessários no governo. 

Em política externa, o presidente anunciou avanços em direção à paz na Ucrânia, mencionando uma carta do presidente Volodímir Zelenski expressando disposição para negociar e assinar um acordo sobre recursos minerais. Trump também afirmou que o presidente russo, Vladímir Putin, está “pronto para a paz”.  

O discurso também abordou temas sociais e culturais. Trump criticou as políticas de diversidade, equidade e inclusão, e anunciou medidas para proibir atletas transgêneros de competir em esportes femininos. Além disso, reiterou seu compromisso de recuperar o controle do Canal do Panamá e propôs a incorporação da Groenlândia aos Estados Unidos, argumentando razões de segurança nacional.  

A reação ao discurso foi mista. Enquanto os republicanos aplaudiram em múltiplas ocasiões, os democratas expressaram seu descontentamento por meio de vaias, cartazes de protesto e, em alguns casos, abandonando a sala. Essas respostas refletem a crescente divisão política no país.