Em meio a um panorama global marcado por mudanças bruscas e decisões políticas controversas, o cenário econômico dos Estados Unidos apresenta-se cheio de incertezas que obrigam os investidores a repensar suas estratégias. Os recentes relatórios do mercado de trabalho indicam a criação de aproximadamente 140.000 novos empregos em março, cifra que, embora ligeiramente inferior a meses anteriores, se mantém forte e contribui para sustentar o otimismo na economia. No entanto, a solidez desses indicadores é comprometida pela incerteza decorrente das políticas governamentais.
Esta semana estaremos atentos aos comentários sobre as tarifas no "Dia da Libertação" e à evolução da estratégia para converter em liquidez certos ativos do balanço estatal. A falta de clareza na política comercial e a incerteza sobre o rumo da economia dificultam o planejamento das empresas, gerando um ambiente caótico semelhante ao vivido durante a pandemia.
Entretanto, nos mercados de capitais evidencia-se uma saída significativa de dinheiro das ações americanas, com fluxos que atingiram níveis recordes em ETFs e fundos mútuos, sinal inequívoco da crescente inquietação dos investidores. Este êxodo contrasta com a crescente atração por ativos tradicionais e refúgios de valor, como o ouro, que se consolida como a alternativa preferida em um ambiente de volatilidade. O ouro experimentou fluxos positivos de investimento e, com um preço que gira em torno de 3000 USD por onça, se perfila como um ativo estratégico para contrabalançar a incerteza política e econômica. No entanto, espera-se que a faixa dos 3000 USD atue como um freio a curto prazo, limitando os movimentos altistas até que se alcance uma maior estabilidade nas políticas governamentais e se recupere a confiança no ambiente macroeconômico.
O sentimento do mercado, reflexo dessa dualidade, combina a força do mercado de trabalho com a desconfiança em relação às ações erráticas do governo, o que levou a uma revalorização do ouro e a um êxodo de capitais para mercados internacionais e ativos que são percebidos como mais seguros. Os investidores, conscientes da fragilidade que implica depender apenas do dólar e do ambiente interno, estão apostando em estratégias que diversifiquem seus portfólios e os protejam frente à volatilidade. Este cenário sublinha a importância de manter um portfólio diversificado e de prestar atenção especial a ativos refúgio, dado que a incerteza política e econômica poderia se traduzir em maiores flutuações nos mercados.
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