O cenário atual das criptomoedas atravessa uma fase de incerteza marcada por uma forte contração do mercado. Apesar dos dados negativos, a Coinbase mantém uma visão otimista a médio prazo, esperando uma virada significativa até o final de 2025. Durante abril, a capitalização de mercado das altcoins caiu abruptamente desde seu ponto mais alto em dezembro de 2024, reduzindo-se em mais de 40%. Essa desaceleração levou especialistas a considerar a possibilidade de um novo inverno cripto, dado o aumento do pessimismo generalizado e os desafios impostos por fatores macroeconômicos globais.

O chefe de pesquisa da Coinbase, David Duong, alerta que diversos fatores estão convergindo para gerar uma atmosfera de preocupação nos mercados. O menor apetite por parte de investidores de capital de risco afetou diretamente os projetos emergentes, limitando a entrada de novo dinheiro no ecossistema. Essa falta de impulso provém principalmente de um ambiente econômico global incerto, onde os ativos de risco foram atingidos por medidas fiscais restritivas e políticas comerciais agressivas que paralisaram a tomada de decisões estratégicas.

Apesar desse panorama sombrio, vislumbra-se uma luz no fim do túnel. Embora as próximas semanas se projetem como um período complexo, a visão da Coinbase aponta para uma recuperação que pode acontecer de forma repentina e explosiva. O relatório destaca que, assim que o sentimento do mercado mudar, é muito provável que o impulso para uma tendência de alta seja rápido. De fato, a expectativa para a segunda metade de 2025 continua positiva, embora ainda se recomende cautela no curto prazo diante da possibilidade de novos ajustes.

Para identificar as possíveis mudanças de ciclo, a Coinbase recorre a ferramentas como o desempenho ajustado ao risco e a média móvel de 200 dias, duas métricas chave em sua análise técnica. Também se menciona o escore Z do Bitcoin ($BTC ), um indicador que compara o valor de mercado com o valor realizado para detectar condições de sobrecompra ou sobrevenda. No entanto, essa ferramenta, embora útil, reage lentamente e nem sempre reflete com precisão as mudanças em mercados mais estáveis ou com menor volatilidade.

Por essa razão, a média móvel de 200 dias ganhou maior relevância como referência para traçar tendências a longo prazo. Este modelo, que elimina o ruído de curto prazo, mostrou que o mercado em alta parou no final de fevereiro e atualmente se encontra em uma zona neutra. Quando aplicado ao índice Coin50 da Coinbase, o panorama é ainda mais claro: a queda já havia começado desde fevereiro, indicando que a maioria dos ativos principais já se encontrava em um mercado em baixa desde então.

Em paralelo, a Coinbase observou uma diminuição na confiabilidade do Bitcoin como termômetro do mercado geral de criptomoedas. À medida que o ecossistema se expande para novas áreas como DeFi, DePIN e inteligência artificial, as dinâmicas se diversificam e respondem a forças distintas. Isso sugere que o comportamento do Bitcoin não representa mais o pulso completo do setor. Embora continue sendo visto como um refúgio de valor, torna-se cada vez mais necessário avaliar o panorama global do ecossistema cripto para entender com maior precisão o estado real do mercado.

Finalmente, Duong conclui que, embora os dados técnicos coloquem atualmente o Bitcoin em território em baixa, também tem se mostrado mais resistente frente aos choques econômicos externos do que os mercados tradicionais. Esse detalhe reforça a ideia de que, além da volatilidade temporária, as bases do mercado cripto estão evoluindo para uma maturidade que permitirá enfrentar os próximos trimestres com maior força, preparando-se para o que pode ser um novo e vibrante ciclo de alta.

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