Uma das lições mais sutis, mas preocupantes, do Token2049 Dubai: muitas equipes estão gastando muito em conferências com pouco respeito pela responsabilidade ou pela criação real de valor. E isso não se limita apenas a eventos paralelos - o que é mais preocupante é o tipo de despesas pessoais que estão sendo reclamadas, muitas vezes sem muita fiscalização ou justificativa.
Sim, jantares, networking e eventos paralelos são uma parte essencial desses encontros. Mas o que se destacou para mim foi a quase completa ausência de pensamento sobre ROI em torno dessas despesas. Em alguns casos, parecia que os gastos eram feitos apenas por gastar.
Agora, definir ROI para conferências é complicado - não se trata sempre de retornos diretos. Mas isso não deve ser uma desculpa para custos descontrolados ou extravagantes. No mínimo, as equipes deveriam perguntar: isso está alinhado com nossos objetivos mais amplos?
A liderança desempenha um papel fundamental aqui - não por meio de micromanagement, mas estabelecendo estruturas de alto nível que orientem como os orçamentos são usados e como o sucesso se parece. Sem isso, é fácil que boas intenções se transformem em ineficiências caras.
Pessoalmente, toda vez que participo de uma conferência, fico atento ao custo que minha empresa está arcando. Sempre pergunto: que valor estou criando em troca? Essa mentalidade não deveria ser rara. Deveria ser a linha de base.
Isso é especialmente necessário para equipes que não estão gerando receita no momento e que precisam de tempo para encontrar PMF e receita a longo prazo.