Dois pools de mineração de Bitcoin—cujos nomes não foram divulgados—juntaram mais de 51% do poder total de mineração da rede, dados de 19 de agosto mostram. Esse nível de controle permitiria que eles reorganizassem blocos, bloqueassem ou revertessem transações, ou até mesmo criassem bitcoin falso—um risco conhecido como ataque de 51%. É a primeira vez em mais de dez anos que qualquer grupo de pools detém uma maioria. Em 2014, a GHash.io ultrapassou brevemente a linha, mas recuou após uma forte reação da indústria. Essa nova concentração reacendeu preocupações sobre a centralização em um sistema que deveria ser descentralizado. Críticos dizem que o controle majoritário sustentado poderia abalar a confiança no livro-razão do Bitcoin e seu preço, enquanto outros argumentam que os muitos mineradores independentes por trás de cada pool abandonariam qualquer operador que tentasse enganar o sistema. Relatórios sugerem que um dos pools pode ser o AntPool, cujo proprietário, a Bitmain, tem laços com entidades afiliadas ao estado chinês, acrescentando uma dimensão geopolítica. Até agora, a blockchain não mostra sinais de adulteração, e os pools permaneceram em silêncio sobre seus planos.

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