As autoridades russas prenderam um homem de 26 anos que reside em Barnaul sob a acusação de ter transferido criptomoedas no valor de 24 milhões de rublos (310 mil dólares) para uma carteira usada pelas forças armadas da Ucrânia.
Esse homem enfrenta acusações de financiamento ao terrorismo de acordo com a lei russa, e o apoio financeiro às forças armadas da Ucrânia é classificado como crime.
O Comitê de Investigação da Rússia informou que o suspeito comprou criptomoedas após arrecadar fundos em abril de 2025, e que foram depositados em uma carteira usada para “apoiar as tropas ucranianas”.
As autoridades afirmaram que esses fundos estavam destinados a serem usados em ataques dentro do território russo. A identidade do suspeito não foi revelada.
Padrões recorrentes de prisões relacionadas a criptomoedas
Esta prisão demonstra que o padrão de acusações da Rússia visando transferências de criptomoedas para a Ucrânia continua.
Em novembro de 2025, o FSB prendeu um residente de Tula sob acusações semelhantes de remessas, e ele pode ser condenado a uma pena de prisão perpétua.
No caso de janeiro de 2025, um residente de Yakutia foi condenado a 7 anos de prisão por apoiar as forças armadas ucranianas através de criptomoedas.
Os tribunais russos têm imposto penas de 7 a 13 anos mesmo para doações de apenas 54 dólares a organizações que apoiam operações militares ucranianas. As acusações geralmente são baseadas nas leis de financiamento ao terrorismo ou traição do código penal russo.
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Criptomoeda em meio a conflitos
As partes do conflito Rússia-Ucrânia têm utilizado criptomoedas para financiar operações militares. A Ucrânia recebeu doações de criptomoedas no valor de milhões de dólares desde fevereiro de 2022 e também opera um canal oficial do governo que aceita mais de 70 tipos de ativos digitais.
Este país registrou um aumento de 362% nas transações de DeFi (finanças descentralizadas) até outubro de 2024.
As autoridades russas baniram a exchange WhiteBIT em janeiro de 2026, alegando que mais de 160 milhões de dólares foram utilizados para doações à Ucrânia.
Esta exchange se retirou do mercado russo logo após a invasão, no início de 2022.
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