Quando o ouro atinge recordes, e o bitcoin registra um dos períodos mais fracos em anos, a narrativa sobre o "ouro digital" novamente sofre um retrocesso. Bradley Duke, diretor executivo da Bitwise Europe, acredita, no entanto, que o mercado confunde conceitos: o ouro e o BTC têm papéis diferentes e, em um portfólio, tendem a se complementar, em vez de se substituir.
Durante o Digital Assets Forum em Londres, Duke argumentou que, em momentos de estresse de mercado, o ouro geralmente funciona como uma "almofada de segurança", pois os investidores têm uma "memória muscular" histórica em relação a ele. O bitcoin, por sua vez - na sua opinião - oferece maior potencial em fases de recuperação, quando o capital retorna a ativos mais arriscados.
Um ativo protege melhor em períodos de incerteza, enquanto o outro se beneficia mais da melhora do sentimento. O melhor efeito vem da combinação deles.
Duke também apresentou uma tese interessante: a importância dos clássicos "ciclos de quatro anos" do BTC pode gradualmente enfraquecer, e o bitcoin cada vez mais se comporta como um ativo macro de longo prazo, que amadurece com a crescente presença nas estratégias de grandes instituições.
