SBF novamente se pronuncia nas mídias sociais, afirmando que a FTX nunca faliu, e que tudo não passa de um esquema criado por advogados para roubar dinheiro. Isso soa como um absurdo, mas revela uma das lógicas mais cruéis do mundo cripto: a verdade muitas vezes está enterrada sob os destroços da liquidez.
Nos negócios tradicionais, a falência é o fim do esgotamento financeiro. Mas no campo cripto, a falência muitas vezes é o ponto de partida da desilusão da "ilusão de liquidez".
Isso me lembra a lógica do filme "A Grande Aposta": enquanto você não olhar para aquela conta, pode achar que ainda possui o mundo todo. A "não falência" que SBF insiste pode ser apenas uma autoilusão baseada nos ativos contábeis, ignorando que, quando a confiança desmorona, aqueles chamados ativos são apenas códigos numéricos que não podem ser liquidadas.
É como um proprietário de restaurante que insiste que ainda tem uma tonelada de trufas caras na cozinha, então não está falido. Mas ele esquece que os clientes na fila do lado de fora que não conseguem receber seu dinheiro já fazem com que seu restaurante tenha, na verdade, desaparecido.
Dessa comédia, podemos extrair três regras de sobrevivência:
1. Diferencie "riqueza contábil" de "segurança de liquidez". No mundo cripto, ativos que não podem ser liquidadas têm valor igual a zero.
2. Não deifique nenhum "gênio". Quando a lógica subjacente de um projeto começa a depender do carisma do fundador em vez de código matemático, o risco já saiu do controle.
3. Cuidado com a "narrativa de vítimas". Quando um colapso ocorre, as partes interessadas tentarão redefinir a verdade.
A verdade pode levar muito tempo para se revelar, mas seu capital não pode esperar. No mercado cripto, sobreviver depende não de quem tem a história mais envolvente, mas de quem pode sempre manter o controle sobre a saída.
-- Mei Yandong | 7x24 Notas de Notícias
Focando nas tendências do mercado, acompanhando continuamente o sentimento e a direção dos fundos (não é aconselhamento de investimento)
