"Esta é uma das críticas mais populares que você ouvirá de quem não se aprofundou: 'A mineração de Bitcoin consome a mesma energia que um país inteiro, é um desastre ecológico!'. E é verdade, consome muita energia. Mas a pergunta correta não é quanta energia gasta, mas em que a gasta e qual é a alternativa.
Bitcoin utiliza essa energia para manter uma rede monetária global, descentralizada, segura e incorruptível, pela primeira vez na história humana. É o custo de ter um sistema financeiro que não depende de políticos nem de banqueiros, que funciona 24/7 e que não pode ser censurado. É o preço da segurança e da soberania.
Agora, comparemos. Quanto de energia o sistema financeiro tradicional consome? Vamos pensar nos milhares de edifícios de bancos com ar condicionado, os computadores de seus funcionários, os datacenters privados, a impressão de cédulas, o transporte em caminhões blindados, as minas de ouro... A lista é interminável e sua pegada de carbono é opaca e massiva. Gastam tudo isso para manter um sistema lento, caro e que nos exclui.
A mineração de Bitcoin, além disso, está incentivando uma revolução energética. Os mineradores buscam a energia mais barata do mundo, que cada vez mais é a renovável (hidrelétrica, solar, eólica) ou a que de outra forma seria desperdiçada, como o gás natural queimado ao ar livre.
Então, da próxima vez que você ouvir sobre o gasto energético do Bitcoin, pense nisso: é o custo de construir um sistema monetário mais justo. E muitas vezes, é um custo muito mais honesto do que o de manter o sistema que já nos falhou.
Para debater: O que você considera um "desperdício" de energia? Garantir uma rede financeira global para todos ou manter um sistema bancário para poucos?
