Moby Dick a la vista: A caça de China entre o ouro e o cripto.
China, o titã asiático, navega com precisão cirúrgica entre águas douradas e correntes digitais. Durante dez meses consecutivos, o Banco Popular da China tem fortalecido suas reservas de ouro, alcançando 74,02 milhões de onças troy —2.302 toneladas— como escudo frente a um dólar debilitado por dívidas e sanções. Esta acumulação não é azarosa: trata-se de um movimento estratégico rumo a uma ordem multipolar onde o yuan busca se consolidar como moeda de referência. O ouro se torna âncora, mas não viaja sozinho neste barco.

Enquanto proíbe o trading cripto a seus cidadãos, a China opera em silêncio por meio de corporações e instituições. Next Technology Holding busca ampliar suas reservas de #bitcoin com uma emissão de ações de 500 milhões de dólares, enquanto a Yunfeng Financial, vinculada a Jack Ma, assegura 44 milhões em #Ethereum . Até braços estatais como a Futian Investment Holding experimentam com bônus soberanos sobre a #blockchain de Ethereum. Os rumores apontam para acumulações secretas de BTC e ETH provenientes de apreensões como a PlusToken, reforçando a suspeita de uma estratégia encoberta.

O desenlace poderia redefinir o mapa econômico global: uma integração maciça de ouro e cripto nas mãos chinesas provocaria um impulso altista monumental… ou uma sacudida brutal ao dólar. Os investidores, como marinheiros frente a Moby Dick, deverão decidir se temem ou cavalgarão a tempestade.
