Autor da notícia: Crypto Emergency
No contexto da crescente concorrência no setor de moedas digitais, a China e a Coreia do Sul apresentaram suas primeiras stablecoins regulamentadas, voltadas para os mercados internacionais. Isso pode mudar o panorama das transações transfronteiriças e aumentar a influência das moedas asiáticas na economia digital.
AxCNH: o yuan digital ultrapassa fronteiras.
A empresa de fintech AnchorX apresentou o AxCNH — o primeiro stablecoin atrelado à versão offshore do yuan chinês (CNH), na cúpula 'Uma Faixa, Uma Rota' em Hong Kong. O novo ativo é destinado a simplificar os pagamentos transfronteiriços entre os países participantes da iniciativa de infraestrutura da China, que abrange o Oriente Médio, a Europa e o Sudeste Asiático.
O lançamento do AxCNH foi possibilitado por uma mudança na política regulatória da China, que agora permite o uso de stablecoins em transações internacionais.
KRW1: o won digital da BDACS.
Paralelamente, a empresa BDACS anunciou o lançamento do KRW1 — um stablecoin lastreado em won sul-coreano. Ambos os tokens — AxCNH e KRW1 — têm colateral excessivo: são apoiados por depósitos fiduciários e títulos públicos mantidos por custodiante.
Stablecoins como títulos globais.
O modelo de colateral excessivo, aplicado por emissores como Tether e Circle, transforma stablecoins em análogos digitais de títulos. Esses tokens tornam-se acessíveis a milhões de usuários com telefones móveis e carteiras de criptomoeda, envolvendo-os efetivamente no mercado de dívidas públicas.
A Tether já se tornou um dos maiores detentores de títulos do Tesouro dos EUA, superando em volume de investimentos países como Canadá, Noruega e Alemanha.
O conselheiro do presidente da Rússia, Anton Kobyakov, afirmou que os EUA utilizam stablecoins e ouro como ferramentas para aumentar a confiança no dólar em meio à pressão da dívida — a dívida pública dos EUA ultrapassou $37 trilhões.
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