Buffett está parcialmente certo sobre cripto. Eles não são sem valor, mas seu valor real está muito abaixo dos preços atuais sem especulação. O mercado opera principalmente na teoria do tolo maior—os preços sobem não por causa do uso real, mas porque os investidores esperam vender para alguém a um preço mais alto. A maioria dos compradores nunca interagiu com blockchains e foca apenas em gráficos, custo base e ação de preço.

Cripto é única no sentido de que 99% dos participantes são especuladores, não usuários. A crença em um ciclo de alta de quatro anos, impulsionado em grande parte pelo halving do Bitcoin em vez de fundamentos, reforça isso. Os ativos com melhor desempenho não são aqueles que resolvem problemas, mas aqueles que prometem liquidez futura. BTC e ETH dominam porque atraem os maiores grupos de compradores de varejo, dando aos fundos de hedge saídas mais fáceis.

Contratos inteligentes são a principal inovação, mas seu uso prático é limitado. Plataformas como Uniswap e Aave servem principalmente para traders: trocando moedas ou aproveitando posições em cripto. Mercados de NFTs como OpenSea e Blur também são voltados para especulação, priorizando ferramentas de negociação em detrimento das necessidades dos colecionadores.

Ao comparar com empresas tradicionais, as plataformas de cripto falham. As ações são valorizadas com base em receita e ativos, enquanto a maioria das blockchains gera pouca renda em relação ao valor de mercado. Mesmo o ETH é negociado com múltiplos altos sem perspectivas de escalabilidade a curto prazo. O valor dos ativos também é instável, pois os cripto colapsam rapidamente diante do medo, já que carecem de utilidade externa.

No fundo, apesar das narrativas ambiciosas, o que existe hoje é um cassino global, 24 horas por dia.

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