Sam Altman, CEO de ChatGPT, confirma o que todos temem com Sora 2: 'Vamos a revisar os criadores de propriedade intelectual'

Até agora, o modelo de geração de vídeo da OpenAI funcionava com uma política de exclusão voluntária, um sistema que diferia do marco legal dos direitos autorais

Desde os primeiros tropeços dos geradores de vídeo com IA, a preocupação sobre os direitos autorais não tardou a aparecer.

A ideia de poder colocar Pikachu ou Darth Vader em qualquer cena com apenas um prompt apresentava um risco legal imediato para os criadores do modelo.

Hoje, com ferramentas mais sofisticadas como Sora 2, o dilema persiste: personagens que não pertencem à OpenAI continuam a ser representados livremente de acordo com a indicação do usuário.

Na semana passada, Sam Altman, CEO da OpenAI, apresentou uma abordagem de exclusão voluntária em Sora 2.

Isso permite que os titulares de direitos decidam se seu conteúdo pode ser usado na geração de vídeo. Tal como advertia o The Hollywood Reporter, esta não é a dinâmica habitual da lei de propriedade intelectual.

Até agora, Sora 2 protegia a propriedade intelectual ocidental, mas não a japonesa: franquias como Pokémon ou Dragon Ball eram território livre.

Com a atualização, Altman confirmou em um blog que esta política muda para um sistema opcional, dando aos criadores um "controle mais granular" sobre seus personagens.

"Recebemos comentários de numerosos titulares de direitos muito interessados neste novo tipo de ‘ficção interativa de fãs’.

Eles se atraem pela ideia da participação que gera valor, mas querem poder decidir como seus personagens são usados, inclusive proibindo seu uso por completo", escreveu Altman.

Por trás desses ajustes está também uma questão econômica: gerar vídeo com Sora 2 consome muita energia, algo que sempre esteve no centro do debate da inteligência artificial, e a intenção é compartilhar receitas com os titulares de IP que o permitirem, criando um modelo que, segundo Altman, beneficia todas as partes.