⚠️ Enquanto o país se prepara para a implementação da lei sobre ativos virtuais, temos mais um “registro”. Desta vez — não para empresas, não para corretoras de criptomoedas, mas… para pessoas. Sim, o governo está preparando um registro de dropers — aqueles que transferem seus cartões bancários para outras pessoas.

O presidente do comitê financeiro da Verkhovna Rada, Danilo Hetmancev, declarou diretamente:

“Se uma pessoa transfere seu cartão, e isso é registrado, ela entra no registro de drops. Suas operações financeiras são significativamente limitadas — apenas as básicas. Os bancos não a creditam, na prática a excluem do sistema financeiro.”

Em palavras simples — um cartão, passado “por mil grivnas”, e você se encontra em um “banimento” financeiro: sem créditos, sem depósitos, nem mesmo acesso à aposentadoria.

Os argumentos do governo soam familiares: “luta contra o terrorismo, tráfico de drogas, financiamento de crimes”. E isso, sem dúvida, é sério. Mas quando você ouve a frase “suas operações financeiras são significativamente limitadas” — você quer esclarecer:

"E quem e como decidirá se você é um 'dropper', ou apenas uma mãe que transferiu um cartão para seu filho no exterior?"

Agora imagine que outros registros estão atuando paralelamente — monitoramento fiscal de criptoativos, registro de usuários de plataformas digitais, e em breve — a identificação completa de cada transferência P2P, sobre a qual já escrevemos anteriormente.

De fato, estamos nos movendo para um modelo onde qualquer movimento do seu dinheiro deve ser “aprovado pelo sistema”. E aqui a questão não é mais segurança, mas equilíbrio — entre controle e liberdade.

Sim, o dropping é um problema real. Mas a criação de um “registro de não confiáveis” pode se tornar um precedente perigoso: hoje — cartões, amanhã — carteiras de criptomoedas.

💬 Já vimos como o estado planeja:

  • monitoramento fiscal total das receitas de plataformas digitais;

  • troca de informações entre países em 2026;

  • e agora — “desconexão financeira” por erro ou descuido.

E tudo isso acontece em um país onde a criptomoeda se tornou um meio de liberdade financeira para muitos — uma alternativa aos procedimentos bancários burocráticos.

Então, talvez, em vez de novos “registros” seria melhor começar com a educação financeira?

Porque a ignorância das leis hoje pode custar não apenas uma multa — mas também a sua subjetividade financeira.

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