📅 7 de novembro | Sydney, Austrália

Enquanto a maioria das empresas de mineração de Bitcoin está cortando custos, a Iren (anteriormente conhecida como Iris Energy) decidiu fazer o oposto: dobrar seu investimento em inteligência artificial. Esta semana, a empresa australiana anunciou uma enorme expansão de sua infraestrutura de nuvem para treinar modelos de IA, buscando diversificar suas fontes de receita além da mineração.

📖 Fundada em 2018 como uma empresa de mineração verde, a Iren construiu sua reputação em centros de dados alimentados por energia renovável na Austrália e no Canadá. Durante o boom do Bitcoin em 2021, a Iren foi listada na Nasdaq e gerenciou centenas de megawatts de capacidade. Mas quando o mercado de criptomoedas despencou, a empresa teve que se reinventar. E fez isso apostando em uma nova moda: inteligência artificial.

De acordo com o The Block, a Iren está reconfigurando parte de sua infraestrutura para oferecer serviços de computação em nuvem, aproveitando seu acesso a energia barata e centros de dados altamente eficientes. O objetivo é claro: tornar-se um provedor de capacidade para startups e gigantes da tecnologia que treinam modelos de IA.

Em seu relatório mais recente, a empresa relatou uma expansão significativa de sua frota de GPUs NVIDIA H100, o hardware mais procurado no mercado. A Iren planeja oferecer esses recursos por meio de sua plataforma Iren AI Cloud, que visa competir com nomes como CoreWeave ou Lambda.

No entanto, o JPMorgan alertou que essa transição não será isenta de desafios. O banco estima que os gastos de capital em infraestrutura podem reduzir as margens de lucro nos próximos trimestres, pressionando o fluxo de caixa.

Em suas palavras:

  • “A expansão para a nuvem abre oportunidades de longo prazo, mas envolverá pressão financeira no curto prazo enquanto a empresa executa sua transição.”

Apesar do alerta, o entusiasmo do mercado é palpável. As ações da Iren subiram mais de 12% esta semana, impulsionadas pelo crescente interesse em empresas com exposição à IA. A narrativa mudou: a Iren não é mais apenas uma mineradora de Bitcoin, mas um jogador híbrido buscando combinar o poder da blockchain e da inteligência artificial.

Essa mudança marca uma nova tendência: várias empresas do setor de cripto estão se diversificando em IA para sobreviver em um ambiente de preços voláteis e margens apertadas. Mas, como sempre, revoluções tecnológicas vêm a um custo... e com risco.

Opinião do Tópico:

Um exemplo primordial de adaptação inteligente: mudar de depender do preço do Bitcoin para oferecer serviços de computação para inteligência artificial é um salto estratégico. Mas o alerta do JPMorgan faz sentido. O crescimento rápido muitas vezes exige mais capital do que parece, e em um ambiente de altas taxas de juros, o risco financeiro é real.

Mesmo assim, acredito que o futuro das empresas de mineração reside nisso: reinventar-se ou desaparecer. A Iren está apostando alto... e se jogar bem, pode se tornar um modelo para toda a indústria.

💬 Você acha que os mineradores de Bitcoin precisam se transformar em empresas de IA para sobreviver?

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