#AITokensRally $BTC $SOL $XRP Controvérsia Cripto: Líderes Muçulmanos Debateiam o Halal ou Haram das Criptomoedas no Oriente Médio
A conversa sobre criptomoedas na comunidade muçulmana do Oriente Médio destaca uma divisão matizada entre líderes religiosos sobre sua permissibilidade segundo a lei islâmica. Figuras-chave como o Grande Mufti do Egito, Sheikh Shawki Allam, declararam que as criptomoedas são haram, enfatizando os riscos percebidos de alta volatilidade, ausência de supervisão regulatória e associações com atividades ilícitas, como lavagem de dinheiro. Esses estudiosos argumentam que as criptomoedas não atendem aos critérios necessários para uma moeda legítima no Islã devido ao seu caráter especulativo e à ausência de aprovação por autoridades financeiras estabelecidas. No entanto, outros estudiosos influentes oferecem uma perspectiva mais flexível. Por exemplo, o Mufti Faraz Adam e Ziyaad Mahomed, figuras proeminentes na finança islâmica, argumentam que as criptomoedas podem ser halal se operarem sem juros (riba), servirem como meio de troca aceito e forem usadas de forma ética e transparente. Eles enfatizam que a neutralidade tecnológica das criptomoedas significa que sua conformidade com a Sharia depende principalmente de como são aplicadas, e não da própria tecnologia. Essa visão tem paralelos em países como Bahrein e Malásia, onde órgãos de finanças islâmicas demonstraram abertura para reconhecer ativos digitais como halal sob certas condições. Enquanto isso, países como os Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, duas grandes nações majoritariamente muçulmanas, estão adotando criptomoedas por meio do desenvolvimento de Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs), sinalizando uma aceitação pragmática da tecnologia de blockchain nos quadros de governança islâmica. Esse envolvimento oficial contrasta com a postura cautelosa de estudiosos conservadores, mas reforça um reconhecimento crescente das finanças digitais na região.


