Aqui está uma atualização de última hora sobre o debate global sobre padrões de cripto — o que realmente está mudando e por que isso importa agora:
🌍 Principais Desenvolvimentos no Debate Global sobre Padrões de Cripto
FATF Soando o Alarme
O Grupo de Ação Financeira (FATF), o principal órgão de vigilância global sobre crimes financeiros, está pressionando os países a reforçarem sua regulamentação de cripto. Seu último relatório (junho de 2025) indica que apenas 40 de 138 nações avaliadas estão "amplamente em conformidade" com os padrões de cripto do FATF.
Eles destacam lacunas persistentes — especialmente na identificação de quem está por trás das transações de cripto. Como os ativos virtuais são inerentemente transfronteiriços, falhas regulatórias em uma região podem se espalhar globalmente.
Uma preocupação chave: as stablecoins estão sendo cada vez mais usadas por atores ilícitos, incluindo grupos terroristas, traficantes de drogas e alguns hackers vinculados a estados.
UE propõe regras rigorosas sobre ativos cripto das seguradoras
A Autoridade Europeia de Seguros e Pensões Ocupacionais (EIOPA) propôs que as seguradoras na UE mantenham 100% de capital contra ativos cripto, incluindo stablecoins.
A ideia: desencorajar fortemente as seguradoras de se exporem demais a ativos digitais voláteis, tornando isso muito intensivo em capital.
EUA avança na regulamentação de stablecoins — A Lei GENIUS foi aprovada
Os EUA aprovaram a Lei GENIUS (S.1582) em julho de 2025, criando um regime regulatório formal para stablecoins.
Disposições principais: as stablecoins devem ser garantidas 1:1 por dólares americanos ou ativos de baixo risco, e os emissores são obrigados a fornecer auditorias regulares e transparência sobre reservas.
Isso é uma grande vitória para a clareza regulatória — especialmente para stablecoins que atuam como instrumentos de pagamento ou pontes entre finanças tradicionais e cripto.
O FMI reconhece cripto em relatórios econômicos globais
O Fundo Monetário Internacional (FMI) atualizou seu Manual de Balança de Pagamentos (BPM7) para incluir oficialmente criptomoedas como ativos econômicos.
Sob essas regras: ativos semelhantes ao Bitcoin agora são classificados como ativos não financeiros não produzidos, enquanto tokens com passivos (como stablecoins) são tratados como instrumentos financeiros.
Também notável: recompensas de staking podem agora ser registradas de maneira semelhante a dividendos. Isso dá aos países uma maneira mais padronizada de rastrear fluxos cripto transfronteiriços — um grande passo para a harmonização regulatória em nível macro.
O Paquistão lança uma Autoridade Reguladora de Cripto
O Paquistão estabeleceu o Conselho de Cripto do Paquistão (PCC) e está formando um comitê técnico multi-agências (incluindo seu banco central, regulador do mercado de capitais e ministério de TI) para elaborar um quadro nacional de ativos digitais.
Seu objetivo: alinhar a política nacional com os padrões do FATF enquanto também nutre a inovação local em blockchain.
Isso pode fazer do Paquistão um jogador global mais sério em cripto — especialmente em remessas e finanças tokenizadas.
A fragmentação regulatória regional e global continua a ser um desafio
De acordo com o relatório regulatório global da PwC de 2025, enquanto muitos países estão endurecendo as regras, ainda não existe um quadro global unificado.
Os reguladores estão cada vez mais aplicando 'mesmo risco, mesma regra': DeFi, exchanges e outras plataformas cripto estão sendo submetidas a padrões semelhantes aos da finança tradicional (AML/CFT, transparência, requisitos de capital).
Licenciamento, diligência devida do cliente e conformidade transfronteiriça permanecem as principais prioridades.
Tensões Globais Emergentes e Arbitragem Regulatório
À medida que mais regiões adotam estruturas cripto, a arbitragem regulatória (empresas se mudando para a jurisdição mais favorável) está aquecendo.
Alguns reguladores (por exemplo, na UE, EUA, Ásia) estão equilibrando inovação com risco — criando espaços regulatórios, regras de governança de dados e guardrails de capital.
Mas as diferenças permanecem grandes: como as stablecoins são garantidas, auditadas e tratadas varia muito de uma região para outra.
⚠️ Por que isso importa agora
Risco Financeiro Global: Sem padrões globais coerentes, a cripto poderia se tornar um vetor para finanças ilícitas, lavagem de dinheiro ou até mesmo riscos sistêmicos — especialmente à medida que as stablecoins escalam.
Estabilidade do Mercado: O reconhecimento de cripto pelo FMI em um nível macroeconômico pode levar mais nações a formalizar a regulamentação, reduzindo oscilações selvagens ligadas à incerteza regulatória.
Adoção Institucional: À medida que as estruturas regulatórias se solidificam, mais jogadores tradicionais (bancos, seguradoras, gestores de ativos) podem se sentir mais seguros ao se envolver com cripto.
Liderança Regulatória: Países como os EUA, estados membros da UE, Paquistão e outros estão competindo para ser 'hubs cripto' — mas para desempenhar esse papel, precisam de conjuntos de regras globalmente credíveis.
Inovação vs. Controle: O equilíbrio está mudando para mais controle: os reguladores estão cautelosos com a inovação desenfreada, mas também querem permitir a tokenização, DeFi e pagamentos globais.
Resumo: O debate global sobre padrões cripto está esquentando, com grandes movimentos regulatórios de organismos como o FATF e o FMI, grandes mudanças de políticas nacionais (Lei GENIUS dos EUA, órgão cripto do Paquistão) e regras cada vez mais rigorosas em torno de stablecoins e AML. O cenário ainda está fragmentado — mas está se coalescendo, e os próximos 12–24 meses podem definir como a cripto se integra ao mainstream financeiro global.#GlobalFinance #GlobalTensions #Gladiator


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