O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, nega recessão total, citando quedas setoriais e otimismo para 2026

O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou em 23 de novembro de 2025, que a economia dos EUA como um todo não está em uma recessão total, apesar de reconhecer que alguns setores sensíveis à taxa de juros estão passando por uma desaceleração. Em uma entrevista ao Meet the Press da NBC, ele disse que está "otimista" quanto às perspectivas de crescimento da economia para 2026, citando a diminuição das taxas de juros e cortes recentes de impostos.

Principais indicadores econômicos e contexto:

Recessão setorial: Os comentários de Bessent esclarecem que, embora a economia geral permaneça resiliente, setores específicos como o de habitação estão em recessão devido às altas taxas de juros.

Desacordo entre especialistas: Nem todos os economistas compartilham o otimismo de Bessent. Alguns, como Mark Zandi da Moody's Analytics, expressaram preocupações sobre o mercado de trabalho e os potenciais riscos de recessão se o desemprego continuar a subir. Outro relatório destacou que 22 estados estão ou em recessão ou em alto risco.

Desaceleração do mercado de trabalho: Embora alguns relatórios indiquem uma fraqueza no mercado de trabalho com menores ganhos de emprego e uma taxa de desemprego crescente, outros enfatizam que o aumento da participação da força de trabalho contribui para os números de desemprego.

IA e deslocamento de empregos: Alguns analistas apontam para o deslocamento de empregos causado pela inteligência artificial como um novo e potencialmente duradouro desafio econômico, alertando que isso pode tornar a próxima recessão diferente das anteriores.

Quem declara uma recessão: É importante notar que o Tesouro dos EUA não declara oficialmente recessões. Essa responsabilidade pertence ao National Bureau of Economic Research (NBER), uma organização privada sem fins lucrativos. O NBER considera múltiplos fatores além do PIB, incluindo renda real, emprego e produção industrial. Os anúncios do NBER costumam ser feitos retroativamente, meses após o início de uma recessão.

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