A Interpol adotou uma nova resolução em sua Assembleia Geral em Marrakesh, declarando os chamados compostos de fraude—grandes redes criminosas construídas sobre tráfico humano e trabalho forçado—como uma ameaça transnacional importante. Essas organizações operam em vários países e dependem de trabalhadores coagidos para executar golpes online, incluindo fraudes relacionadas a criptomoedas.
Um Novo Modelo Criminal: Compostos de Fraude Funcionam como uma Indústria Global
Os estados membros da Organização Internacional de Polícia Criminal aprovaram a resolução, observando que os compostos de fraude evoluíram para uma indústria criminosa altamente organizada e transfronteiriça que visa vítimas em mais de 60 países.
De acordo com a Interpol, grupos criminosos atraem pessoas com ofertas de emprego falsas no exterior. Uma vez que as vítimas chegam, seus documentos são confiscados, elas são levadas para locais vigiados e forçadas a trabalhar em operações ilegais que vão desde golpes de investimento online até esquemas de fraude com cripto.
Evidências mostram que muitas vítimas sofrem:
abuso físico
coerção psicológica
violência sexual
restrições à movimentação
Estas redes usam ferramentas avançadas, incluindo phishing por voz, golpes românticos, plataformas de investimento falsas e fraudes com criptomoedas, para explorar vítimas em todo o mundo.
Sudeste Asiático como Epicentro — com Expansão para Outras Regiões
A Interpol relata que as fraudes compostas se expandiram rapidamente em todo o Sudeste Asiático.
Grandes centros emergiram em Mianmar, Camboja e Laos, onde grandes volumes de tráfico humano e fraudes online foram descobertos.
Atividade criminosa também foi detectada em:
partes da Rússia
Colômbia
nações costeiras da África Oriental
o Reino Unido
As autoridades dos EUA impuseram recentemente sanções a várias entidades em Mianmar e Camboja por operarem plataformas de golpe que visavam cidadãos de vários países.
As perdas ligadas a essas operações estão estimadas em cerca de $10 bilhões, de acordo com o Tesouro dos EUA.
Interpol Adverte: Redes de Cripto Usadas para Mascarar Fluxos Financeiros Ilegais
Redes de fraude estão cada vez mais dependendo de criptomoedas para ocultar suas transações financeiras.
Um dos maiores casos documentados envolveu um mercado online operado pelo conglomerado cambojano Huione Group, que processou transações de cripto superiores a $11 bilhões ligadas a operações de golpe.
O grupo mais tarde enfrentou sanções por supostamente lavar mais de $4 bilhões em fundos ilícitos.
Essas redes também se cruzam com outros mercados criminosos, incluindo drogas, armas, jogo ilegal e tráfico de vida selvagem, tornando-as extremamente difíceis de desmantelar.
A Coreia do Sul Propõe Estratégia: Compartilhamento de Inteligência em Tempo Real e Operações Conjuntas
A Coreia do Sul apresentou uma proposta detalhada instando os membros da Interpol a adotarem uma estratégia internacional unificada baseada em:
compartilhamento de inteligência em tempo real
mapear os principais centros operacionais e métodos
ações coordenadas contra o financiamento criminoso
procedimentos padronizados para localizar e resgatar vítimas
apoio ampliado para sobreviventes
campanhas de conscientização global visando grupos em risco, incluindo jovens e pessoas em busca de emprego
O objetivo é criar uma estrutura coordenada que permita ações diretas contra essas redes e quebre sua infraestrutura financeira.
Interpol Expande Operações Globais: Resultados Significativos em 2024
Em 2024, a Interpol expandiu suas operações internacionais para 116 países, resultando em 2.500 prisões e várias ações significativas na África e na Europa.
Esses esforços se baseiam em alertas anteriores:
2022: Aviso Roxo sobre formas emergentes de tráfico humano
2023: Aviso Laranja descrevendo métodos usados para coagir e explorar vítimas
O Secretário-Geral Valdecy Urquiza enfatizou que ações eficazes requerem cooperação mais forte, melhor compartilhamento de informações e esforços de aplicação coordenados e decisivos em todo o mundo.
Conclusão
Fraudes compostas construídas sobre trabalho forçado tornaram-se um fenômeno global que transcende fronteiras e continentes.
A nova resolução adotada pela Interpol designa formalmente essas operações como uma forma de crime organizado internacional, instando os governos de todo o mundo a responder coletivamente.
Especialistas em segurança alertam que, sem ação global coordenada, essas redes continuarão a se expandir, colocando milhões de pessoas em risco.
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