Imediatamente, duas grandes empresas de gestão, Grayscale e Bitwise, anunciaram a quebra da estrutura dos ciclos de mercado de quatro anos.

Ambas as organizações reconhecem que o bitcoin ainda está se movendo dentro do modelo de halving de quatro anos. Mas, em vez de um mercado em baixa prolongado, que é sugerido pelas estatísticas, os especialistas preveem a continuidade do crescimento do bitcoin em 2026.

O modelo tradicional seguido pelo Bitcoin após os três anteriores halvings (redução pela metade da recompensa dos mineiros) era o seguinte: após o evento, vinha um forte impulso alcista prolongado, seguido por uma fase de baixa prolongada.

Neste ciclo, o halving ocorreu em abril de 2024 e o Bitcoin realmente atingiu um novo máximo histórico (US$ 126 mil) após 534 dias, o que se encaixa quase perfeitamente no prazo mediano anterior de 525 dias.

Os especialistas destacaram as principais razões que estão alterando a ordem antiga no mercado de criptomoedas:

▪As instituições substituíram os mineiros. O mercado de Bitcoin agora é impulsionado pela demanda, e não pela oferta. O influxo institucional por meio de fundos negociados em bolsa (ETF) e compras corporativas, segundo estimativas, superou em sete vezes o déficit decorrente do halving.

▪Não há sinais de bolha. Diferentemente dos ciclos anteriores, o crescimento do preço foi mais suave e moderado, sem um aumento parabólico que sinalizasse superaquecimento.

▪Macroeconomia. O Bitcoin tornou-se sensível a fatores globais. A correção atual está relacionada ao pessimismo em relação ao crescimento econômico, no entanto, a expectativa de flexibilização da política do Federal Reserve dos EUA nos próximos 6 a 9 meses pode atuar como suporte.

Na figura é mostrado o movimento do Bitcoin neste ciclo (gráfico verde). E também o movimento de seu preço nos ciclos anteriores — os picos de preço coincidem quase perfeitamente no tempo.