O Banco de Compensações Internacionais (#BIS ) registrou um aumento dos desequilíbrios nos mercados globais. O ouro, que tradicionalmente é considerado um ativo de proteção, deixou de desempenhar sua função clássica e começou a se comportar como um instrumento altamente especulativo. Isso cria sinais de bolha, que se formam paralelamente ao superaquecimento dos índices de ações dos EUA.

O ouro está subindo sincronamente com ativos de risco, o que é um fenômeno atípico. Essa dinâmica indica uma mudança na estrutura de mercado e a transição dos investidores para modelos comportamentais característicos das fases de euforia especulativa. Investidores de varejo tornaram-se um dos principais motores desse crescimento, reagindo ao ambiente de notícias e intensificando a volatilidade do mercado.

O BIS observa que episódios semelhantes já ocorreram na história. Em 1980, o aumento acentuado do ouro terminou com uma correção profunda, resultado da demanda especulativa excessiva. Os processos atuais demonstram características semelhantes, incluindo uma significativa expansão de posições em meio a expectativas de rápida redução das taxas pelos bancos centrais.

As expectativas de afrouxamento da política monetária estão contribuindo para a entrada de capital no ouro e em ativos de risco, diluindo a linha entre instrumentos de proteção e especulação. O BIS alerta que essa disposição de capital cria condições para uma reversão acentuada caso haja mudança nas expectativas macroeconômicas.

A organização que coordena o trabalho dos bancos centrais e monitora os riscos financeiros globais aponta para a necessidade de reavaliação das posições de mercado e atenção cuidadosa à atual estrutura de mercado. O ouro deixa de ser um marcador de comportamento defensivo e começa a funcionar como um componente da bolha especulativa.

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