Irmãos, tentamos por 4,5 anos o 'social first', realmente não deu certo. Isso não nos trouxe um crescimento sustentável. Essas são as palavras exatas do co-fundador do Farcaster, Dan Romero (apelido @dwr), em uma série de postagens que ele fez diretamente na plataforma na semana passada, com um tom calmo, mas carregado de uma certa frustração, como um velho amigo suspirando à mesa: "Finalmente cheguei à conclusão certa."
1. No passado, o Farcaster foi muito aguardado por toda a comunidade de criptomoedas - "Twitter descentralizado", "a última esperança das redes sociais Web3". Arrecadou 180 milhões de dólares, com uma avaliação chegando a 1 bilhão de dólares, com grandes nomes como a16z e Paradigm apoiando, e o Vitalik até elogiou publicamente. E o resultado? Cinco anos se passaram, com alguns milhares de usuários diários, a receita do protocolo foi cortada repetidamente, e o crescimento de usuários é como espremer pasta de dente.
Dan não rodeou: “Não conseguimos encontrar um mecanismo de crescimento sustentável para redes sociais similares ao Twitter. Priorizar social não funcionou.”
Então ele mudou de assunto, os olhos brilhando: “Mas a carteira embutida lançada este ano está crescendo rapidamente! Este é o ponto mais próximo de ajuste produto-mercado (PMF) que tivemos em cinco anos.”
2. A lógica dele é simples e direta, mas vai direto ao ponto:
“Cada usuário que se registra, carrega dinheiro e começa a usar a carteira é um novo usuário do protocolo. Quanto mais pessoas usam a carteira de forma satisfatória, mais ativo o protocolo se torna.”
Isso não é desistir da socialização, mas sim trocar por uma abordagem mais realista: primeiro use a ferramenta (carteira), depois fique para jogar na rede (social).
No futuro, o cliente oficial Warpcast vai focar em funções de carteira e transação, enquanto as características sociais servirão a carteira. O protocolo em si ainda é aberto; aqueles que querem apenas jogar socialmente podem ir para outros clientes (como Uno, Firefly) ou criar um por conta própria.
3. Dan até “desencorajou” de forma gentil os usuários que não se adaptavam: Não gosta dessa direção? Mude para outro cliente, crie um por conta própria ou simplesmente vá para outra rede social. Essas palavras geraram um rebuliço na comunidade, alguns desapontados com o sonho do SocialFi, outros aplaudindo “finalmente sendo práticos”. Mas os dados não mentem: trazer novos usuários sociais é difícil, mas a carteira realmente traz retenção e receita.
Esta “carta aberta” de Dan Romero (que na verdade é uma série de casts) não tem palavras pomposas, nem grandes promessas, é uma verdade simples: Ideais são bonitos, mas a realidade nos diz que a entrada para o Web3 agora não é social, mas sim a carteira.
O mundo das criptomoedas é cruel e real. Reconhecer a realidade e mudar rapidamente pode ser o segredo para viver mais tempo.


