O Banco do Japão (BoJ) aumentou sua taxa de juros de política chave em 0,25 pontos percentuais para 0,75%, marcando o nível mais alto em 30 anos a partir de 19 de dezembro de 2025. A decisão — tomada de forma unânime pelo conselho de política do BoJ — reflete uma mudança contínua em relação a décadas de política de taxa de juros perto de zero em meio à inflação persistente e à melhoria dos indicadores econômicos.
Aumento Histórico da Taxa e Mudança de Política.
Na sua última reunião de política monetária, o Banco do Japão aumentou sua taxa de juros de referência de 0,50% para 0,75%, um nível não visto desde setembro de 1995. A decisão unânime, anunciada pelo Governador Kazuo Ueda, sublinha o compromisso do banco central em normalizar a política monetária após anos de condições ultra-flexíveis destinadas a combater a deflação.
O governador Ueda, que lidera o BoJ desde abril de 2023, tem supervisionado várias medidas de aperto, enquanto a inflação no Japão permanece acima da meta de 2% definida pelo banco por um período prolongado — uma mudança significativa em relação às décadas de crescimento de preços abaixo da meta.
Vários tendências econômicas-chave influenciaram a mudança de política:
1) Inflação Persistente: Os preços ao consumidor básicos no Japão permanecem acima da meta de inflação do banco central há meses, impulsionados em parte por custos maiores de importações, preços de alimentos e pressões salariais.
2) Melhora no Sentimento Empresarial: Pesquisas com fabricantes e empresas japonesas mostram um aumento na confiança, reforçando o argumento a favor de condições monetárias mais apertadas.
3) Contexto Monetário Global: Enquanto outros principais bancos centrais reduziram ou mantiveram as taxas estáveis diante da incerteza econômica global, a posição do BoJ reflete uma dinâmica distinta de inflação e economia no Japão.
O aumento da taxa de política ocorre em um momento em que a economia do Japão enfrenta sinais mistos — incluindo crescimento geral fraco, juntamente com bolsões de força nos salários e nos preços — o que levou os formuladores de políticas a equilibrar o controle da inflação com a resiliência econômica.


