As regras do S&P 500 são quase públicas e transparentes, e o investimento passivo se tornou mainstream. Mas em um ambiente como este, por que ainda existem 'sobreviventes'? As razões por trás disso vão muito além da simples seleção de ações. 👇


[1/4] Um segredo público e um dilema comum

Por que alguns gestores de fundos ativos conseguem superar o índice a longo prazo? A questão por trás disso esconde uma contradição mais profunda.

A fórmula de seleção de ações do S&P 500 é quase pública: liquidez, lucro, grande capitalização de mercado, representação setorial, participação pública. O comitê não faz previsões macroeconômicas, não persegue estilos e tem uma rotatividade extremamente baixa.
É exatamente essa estratégia simples, transparente e passiva que se tornou uma muralha intransponível para a maioria dos fundos ativos. O fluxo de capital (entrada contínua em fundos indexados) é a votação mais honesta desse fato.


【2/4】Características dos sobreviventes: o que fizeram de certo?

Se os fundos ativos como um todo fracassaram, o que os poucos sobreviventes que continuam superando fizeram de diferente? Estudos indicam que geralmente compartilham quatro características:
1️⃣ Baixa rotação: posse média de cerca de 3 anos. Eles acreditam que o valor leva tempo para se realizar, não em transações frequentes.
2️⃣ Alta concentração: participação dos 10 maiores ativos em cerca de 35%. Eles fazem apostas pesadas em poucas oportunidades que compreendem profundamente, buscando amplitude em vez de frequência.
3️⃣ Obcecados por fundamentos: são investidores de valor, focando no valor intrínseco das empresas, e não nas flutuações de preço.
4️⃣ Distância do Wall Street: fisicamente ou psicologicamente afastados do centro de ruído financeiro (como Omaha). Na era digital, isso significa evitar certos fóruns e comunidades barulhentas — reduzir distrações é por si só uma estratégia.


【3/4】Diferença central: é um "chef profissional" ou uma "rede de fast-food"?

Essas características são apenas aparências. A verdadeira diferença está em o gestor de fundos ver o investimento como uma "profissão" ou como um "negócio".


Orientação pela especialização: o objetivo é maximizar o retorno de longo prazo do portfólio. Eles são como chefs principais da Michelin, exigindo ingredientes e temperaturas perfeitas, buscando parceiros de longo prazo (clientes) com ideias alinhadas, ousando ir contra a corrente.

Orientação comercial: o objetivo é o crescimento de curto prazo do tamanho do fundo e da receita de taxas. Eles são como redes de fast-food, buscando velocidade de preparo, taxa de ocupação e popularidade de marketing, forçados a perseguir tendências e aumentar a rotação.
Os últimos, em uma competição intensa, têm seu comportamento inevitavelmente distorcido, fazendo com que o retorno dos clientes seja muito inferior ao anunciado. O processo determina o resultado, e o que influencia o processo são a "natureza" e as "escolhas" do gestor, e não apenas a inteligência.


【4/4】Conclusão: a estreita porta do longo prazo

Então, a resposta vai ficando clara:
As regras dos índices são simples e públicas, mas por serem contrárias à natureza humana (exigem disciplina e inação) são difíceis de serem superadas a longo prazo.
O investimento ativo ainda existe porque o mercado continua recompensando raramente os poucos que veem o investimento como uma verdadeira "profissão".
Eles vencem com um processo repetível e antifrágil: paciência extrema em fazer as coisas certas (concentração e longo prazo), e autocontrole extrema diante de informações ineficazes (afastar-se do ruído e baixa rotação).
Retornos de longo prazo não podem ser promovidos, só podem crescer dia após dia por escolhas fiéis aos princípios. Essa estreita porta permanece aberta, mas poucas pessoas a atravessam.

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