O ego não é um inimigo a ser destruído; é um modo de percepção nascido do medo da perda e do desejo de se afirmar como separado. No dinheiro, isso se torna especialmente visível, porque o ego confunde valor com identidade e controle com segurança. Quando operamos a partir desse lugar, não estamos mais tentando preservar capital, mas confirmar uma imagem de nós mesmos: estar certo, entrar antes de todo mundo, sair perfeitamente, provar que sabíamos. A tomada de decisão então muda de consciente para reativa; esperar se torna intolerável, a perda se sente como um ataque pessoal, e o movimento do mercado é levado para o lado pessoal. O ego não pode permanecer parado, ele precisa intervir para sustentar sua narrativa, assim transforma uma posição em apego, intuição em urgência e flutuação em ameaça. Dessa forma, não é o mercado que drena um portfólio, mas a identificação com aquela voz interior que acredita que agir é sinônimo de existir. A verdadeira clareza, como “Um Curso em Milagres” aponta, surge através da observação e do julgamento, através da liberação da necessidade de controle e através da lembrança de que o valor não é criado nem destruído pelo preço, ele é simplesmente reconhecido quando paramos de usar dinheiro para provar quem somos.#PsychologyOfMoney #EgoAndMarkets #CryptoMindset #CapitalConsciousness #BinanceSquare