72 GIỜ TỚI: MỘT ĐIỂM XOAY TRONG CÁN CÂN QUYỀN LỰC TOÀN CẦU
O mundo está diante de uma fase sensível, onde decisões regionais podem ter consequências globais. O caso da Venezuela – o país com as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo – está se tornando uma variável estratégica importante nos cálculos dos Estados Unidos.
A história vai além de slogans sobre democracia ou direitos humanos. O cerne da questão reside na energia, no comércio e no poder estrutural do sistema global.
VENEZUELA NA IMAGEM GLOBAL DE ENERGIA
Se Washington conseguir estabelecer uma influência decisiva sobre a indústria de petróleo da Venezuela, as consequências não se limitarão à região da América Latina:
Os EUA terão uma fonte de suprimento estratégica além do Oriente Médio, ajudando a reduzir os riscos de choques no Golfo Pérsico.
Isso cria um espaço geopolítico maior em cenários de tensão com o Irã, quando os custos econômicos e energéticos do conflito são controlados de maneira mais eficaz.
Os EUA estarão em uma posição mais favorável para manter o papel central do dólar americano no comércio de energia, um fator central do sistema financeiro global atual.
PRECEDENTE ESTRATÉGICO
A Venezuela também pode se tornar um caso exemplar que mostra:
Pressão econômica prolongada, combinada com pressão política – militar, pode reconfigurar a estrutura de poder de uma nação com recursos estratégicos.
Isso será monitorado de perto por outras potências, como uma lição sobre os limites e a eficácia do poder coercitivo na ordem mundial atual.
CENÁRIO DE RISCO: QUANDO OS CUSTOS SUPERAM OS BENEFÍCIOS
Por outro lado, se os EUA se envolverem em um processo de confronto prolongado na Venezuela:
Recursos militares e políticos serão dispersos.
A capacidade de projetar poder no Oriente Médio e em outros pontos quentes diminuiu.
Os cálculos estratégicos de aliados-chave, incluindo Israel, também precisarão ser ajustados.
CONEXÃO MAIS AMPLA: TAIWAN E CHINA
Do ponto de vista estrutural, os movimentos em torno da Venezuela não estão dissociados da competição EUA – China:
O fluxo de energia da Venezuela tem um papel importante para a China.
A interrupção ou controle desse fornecimento criará pressão indireta sobre Pequim no contexto de tensões em torno de Taiwan e da cadeia de suprimentos global.
Em outras palavras, a geopolítica energética na América Latina pode ser parte de um jogo maior no Oceano Índico – Pacífico.
CONCLUSÃO
Os eventos em Caracas não são eventos isolados. Eles refletem:
A competição de longo prazo pelo controle da energia,
Os limites reais do poder dos EUA,
E como as potências se preparam para confrontos estratégicos futuros.
A Venezuela, portanto, pode ser um teste importante para a ordem mundial na próxima década.
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