A liderança de Israel não teve críticas reais ao movimento militar de Trump na Venezuela — e esse silêncio diz tudo. Quando a força é sua ferramenta padrão, você se reconhece em outros que agem da mesma forma.
Trump contornou o Congresso, ignorou a lei internacional e usou o poder militar para tomar controle sob a desculpa de “segurança.” O governo de Israel há muito defende ações similares com a mesma lógica: agir primeiro, explicar depois, e tratar as regras globais como opcionais.
Diferentes países, mesma mentalidade. Ambos os líderes veem a guerra como força, a contenção como fraqueza, e a lei como algo que se aplica apenas aos outros. O impacto sobre os civis se torna uma nota de rodapé. A responsabilidade se torna ruído.
Isso não se trata de defesa ou democracia. Trata-se de dominação. Quando os líderes normalizam o poder bruto sobre a lei, eles empurram o mundo mais perto do caos — e não se importam com quem paga o preço.
A história sempre alcança. Ela simplesmente nunca avisa primeiro.