Por que o Bitcoin não está subindo? Uma verificação clara da realidade do mercado
O movimento mais lento do preço do Bitcoin não é um sinal de fraqueza — é um sinal de maturidade. De acordo com Anthony Pompliano, o Bitcoin está agora em seu nível mais baixo de risco de sempre. Nos primeiros dias, os investidores enfrentavam ameaças existenciais, como proibições governamentais ou falhas no protocolo, o que justificava retornos extremos — às vezes acima de 80% ao ano. Hoje, o Bitcoin está integrado ao sistema financeiro global, então a compensação é clara: risco menor, retornos menores (mas mais estáveis). A nova expectativa está mais próxima de um crescimento anual de 25–35%, não de assimetria explosiva.
Outro fator importante é a estabilidade global. Historicamente, o Bitcoin atuou como um hedge contra o caos — guerras, colapsos monetários e incertezas políticas. Com uma mudança para narrativas de "paz por meio do poder" e o alívio das tensões geopolíticas, a urgência de comprar Bitcoin como seguro diminuiu. Quando o medo diminui, a demanda por ativos de hedge geralmente desacelera.
A estrutura do mercado também mudou. Wall Street agora está profundamente envolvida por meio de ETFs, opções e estratégias institucionais. Grandes detentores vendem cada vez mais opções cobertas para gerar renda, o que naturalmente suprime a volatilidade e limita o crescimento de curto prazo. Diferentemente dos investidores iniciais de cripto que buscavam ganhos transformadores, as instituições geralmente se contentam com retornos estáveis de 10–15%, redefinindo o comportamento de preço do Bitcoin.
O Bitcoin também enfrenta mais concorrência por capital. Já não é a única oportunidade assimétrica disponível. Os investidores agora têm acesso a setores em rápida expansão, como IA, robótica, drones e mercados de previsão.
Olhando para o futuro, os fundamentos permanecem sólidos. O Bitcoin ainda é descentralizado, escasso e regido por uma política monetária transparente. Pompliano argumenta que o Bitcoin é na verdade mais atraente hoje exatamente porque o risco é menor. Embora possa haver anos mais lentos ou quedas, seu cenário de base de longo prazo continua sendo uma taxa anual composta de crescimento de 25–35% nos próximos dez anos.