Até 6 de janeiro de 2026, a Grayscale realizou uma reconfiguração trimestral de três fundos simultaneamente. Essas atualizações são úteis porque permitem entender quais setores e projetos os investidores institucionais consideram prioritários neste momento.
Fundo DeFi da Grayscale
O foco principal continua sendo colocado em protocolos DeFi de infraestrutura com uso real:
Uniswap e Aave ocupam quase 70% do fundo, o que destaca o foco em liquidez e crédito.
Ondo se destaca como representante da área de RWA, que gradualmente se torna parte do DeFi clássico.
Curve e Lido complementam a cesta como elementos-chave das ecossistemas de liquidez e staking.
Para iniciantes é importante entender: não se trata de apostar em 'tokens de moda', mas em protocolos pelos quais o capital realmente flui.
Fundo de contratos inteligentes (GSC)
Aqui se vê uma tentativa de diversificação entre diferentes ecossistemas de blockchain:
Solana e Ethereum são quase iguais em peso, o que indica o reconhecimento de Solana como uma alternativa plenamente funcional, e não apenas uma tendência temporária.
Cardano, Sui e Avalanche adicionam exposição a redes mais jovens, mas ativamente em desenvolvimento.
Hedera é incluída como uma solução orientada para corporações, com uma lógica de uso separada.
Isso mostra que os institucionais não fazem aposta em um único 'blockchain vencedor', mas distribuem o risco.
Fundo de IA descentralizada
Aqui a estrutura reflete a tentativa de montar uma infraestrutura para o setor de IA:
Bittensor e NEAR formam a base do fundo como redes voltadas para computação e escalabilidade.
Render e Filecoin oferecem exposição a recursos de GPU e armazenamento de dados.
Story e The Graph complementam a ecossistema no nível de dados e indexação.
Para o mercado, este é um sinal de que o tema de IA em cripto é visto não como um hype, mas como uma tendência infraestrutural de longo prazo.
Conclusão
A rebalanceamento trimestral do Grayscale não é um sinal de negociação, mas mostra bem para onde o capital institucional está olhando a longo prazo. Os principais focos permanecem os mesmos: infraestrutura básica, casos reais de uso e diversificação entre setores.
Para iniciantes, é importante encarar essas atualizações como uma referência para entender a estrutura do mercado, e não como uma recomendação direta para agir.



