
Este ciclo do mercado de criptomoedas (este ciclo após a redução de 2024) difere substancialmente do passado: já não é mais um ciclo de quatro anos de alta e baixa intensa impulsionado apenas por "redução de metade + FOMO de pequenos investidores", mas sim um ciclo longo maduro, que passou de "narrativas emocionais" para "alocação institucional + liquidez macroeconômica" dominante.
Nos ciclos anteriores (2012-2013, 2016-2017, 2020-2021), a lógica central era o choque de oferta (redução de metade) + entusiasmo dos pequenos investidores: o BTC subia fortemente → o capital se espalhava para o ETH → as criptomoedas menores subiam em massa → festa com alavancagem → colapso da bolha com queda superior a 80%, um roteiro clássico de quatro anos quase idêntico. Já neste ciclo (após a redução de 2024 até janeiro de 2026), o terreno subjacente mudou radicalmente:
A reestruturação institucional domina o controle
O ETF de BTC/ETH em estoque acumulou fluxo superior a 100 bilhões de dólares desde 2024, com instituições, empresas listadas (modelo DAT) e até fundos soberanos começando a ver o BTC como alocação de longo prazo, "ouro digital", em vez de especulação de curto prazo. A participação dos pequenos investidores caiu drasticamente, o sentimento de FOMO está muito abaixo do que antes, e a volatilidade do mercado diminuiu claramente. Relatórios de Grayscale e Bernstein afirmam diretamente: o ciclo tradicional de quatro anos está se desfazendo, e o futuro será mais como um "mercado de alta lenta + alta estrutural".Efeito de redução marginal + antecipação exagerada
Antes da redução de 2024, o BTC já atingiu um novo máximo de 73 mil dólares devido às expectativas de ETF, e após a redução, o aumento foi moderado (até agora em uma faixa de oscilação de cerca de 30-70%). Em 2025, ocorreu pela primeira vez na história uma queda anual após a redução. Isso indica que o impacto da oferta foi antecipadamente precificado, e o preço agora é mais determinado pela demanda (liquidez, políticas públicas e reequilíbrio institucional), e não apenas pela contagem regressiva da redução.Diferenciação sem precedentes, o BTC domina, os altcoins enfrentam o "fim dos deuses"
O BTC, como ativo preferido pelas instituições, continua a atrair fundos principais, com sua taxa de liderança elevada; o ETH está em patamar estável, com pressão durante a transição; a maioria dos altcoins enfrenta escassez de liquidez e escassez de usuários reais, apenas projetos com receitas sustentáveis e caminhos regulatórios têm espaço para sobreviver. Característica do mercado em janeiro de 2026: o BTC mostra resiliência com recuperação na faixa de 88 mil a 94 mil dólares, enquanto os altcoins têm dificuldade em acompanhar.Macroeconomia e regulamentação tornam-se o novo alicerce
A expectativa de término do QT do Fed, o ciclo de redução de juros e a clareza regulatória nos EUA (como a Lei de Estrutura de Mercado e a Lei de Stablecoins) tornaram-se variáveis principais. O Grayscale prevê que o BTC atinja novo máximo no primeiro semestre de 2026, enquanto o Bernstein tem como meta 150 mil dólares; mas, se a liquidez for apertada ou a macroeconomia enfraquecer, o cenário de curto prazo é incerto, um problema de probabilidade.É mais lento, mais estável, mais diferenciado e mais dependente da macroeconomia e das políticas públicas. 2026, como o amanhecer da era institucional, pode ser o ano-chave para o fim do antigo ciclo e o difícil começo de uma nova alta prolongada — o BTC poderá retornar a novos máximos, mas não espere o frenesi popular como em 2017 ou 2021.
Resumo em uma frase: o antigo ciclo dependia de "redução + sonhos de riqueza rápida dos pequenos investidores", enquanto o novo ciclo depende de "instituições comprando + reconstrução institucional".

