Em 2026, o Brasil consolidou seu papel não apenas como corredor, mas como a principal plataforma logística transcontinental para o crime organizado. O que antes eram rotas de trânsito casuais evoluíram para uma operação industrial profissional que desafia a soberania nacional e redefine a posição do país no cenário criminal global.
Aqui está a análise detalhada de como essa evolução impactou o Brasil em meados de 2026:
1. O Salto nas Classificações Globais
De acordo com os últimos dados do Índice Global de Crimes Organizados (GI-TOC), o Brasil subiu da 22ª para a 14ª posição entre os países com maior presença de redes criminosas.
Criminalidade em Ascensão: O país agora é classificado como uma "nação de alta criminalidade", impulsionado pelas exportações recordes de cocaína e pela expansão de facções para crimes ambientais e lavagem de dinheiro.
Resiliência Estagnada: Embora o estado tenha investido em tecnologia e apreensão de bens (sequestro de bilhões em mercadorias), a capacidade institucional de resposta ainda é considerada baixa (classificação 86ª em resiliência), devido à penetração criminal em esferas políticas e judiciais locais.
2. Portos: Os Nervos Expostos da Soberania
Os portos brasileiros são os principais pontos de tensão em 2026. O crime organizado já não apenas "esconde" drogas; ele gerencia a logística com profissionalismo de nível corporativo.
Porto de Santos (SP): Mantém-se como o "jóia da coroa". Estima-se que mais de 60% da cocaína que sai do Brasil para a Europa passe por aqui. As táticas evoluíram: do uso de mergulhadores profissionais para fixar cargas no casco dos navios até o emprego de drones de carga para contornar a vigilância terrestre.
A "Rota Sul" e o Nordeste: Portos como Paranaguá (PR) e complexos portuários em Ceará e Rio Grande do Norte tornaram-se pontos vitais de acesso à África e ao crescente mercado asiático.
Complexidade Logística: O método de esconder drogas em contêineres de exportadores legítimos sem o conhecimento deles (rip-on/rip-off) tornou-se tão prevalente que o setor logístico brasileiro enfrenta custos crescentes com seguros e conformidade internacional.



