Cada ciclo de cripto segue a mesma estrutura. Apenas as narrativas mudam.
Primeiro, algo surge que parece irracional. Novas tecnologias ou classes de ativos aparecem desnecessárias ou sem seriedade. Os primeiros participantes, que não estão ancorados ao consenso, reconhecem a assimetria e se posicionam cedo.
Em seguida, o capital começa a entrar. Os primeiros entrantes obtêm retornos extraordinários. Esta fase é frequentemente rotulada como "dinheiro burro", mas é simplesmente convicção antes da validação.
À medida que os preços sobem, a atenção segue. É aqui que a temporada do Bitcoin transiciona para a temporada de altcoins. O Bitcoin lidera, a confiança cresce e o capital flui para ativos com maior beta. O momentum acelera e a reflexividade assume o controle.
Em seguida vem a saturação. Amigos perguntam como comprar. A família quer exposição. A mídia convencional amplifica a narrativa. O risco é maior, a participação é mais ampla.
Então começa a desmontagem. A liquidez desaparece. Estruturas se rompem. O que era apresentado como inovação agora é chamado de golpe. Os últimos entrantes compram quedas repetidamente, confundindo volatilidade com oportunidade.
Após o colapso, os mesmos participantes rejeitam todo o mercado, não porque falhou estruturalmente, mas porque entraram no pico de atenção, e não no pico de assimetria.
Este padrão se repetiu em cada ciclo:
2017–2018 — Ciclo de ICO
2019–2020 — Ciclo do ETH e DeFi inicial
2020–2021 — Ciclo de expansão de altcoins
2021–2022 — Ciclo de NFT
2024–2025 — Ciclo de memecoins e economia de atenção
A temporada do Bitcoin constrói a base. A temporada de altcoins amplifica os resultados. O timing e o posicionamento importam mais do que as narrativas.

