Medvedev é assustador, ele deu a Trump um 'truque sujo', deixando a Europa em pânico. De acordo com a reportagem da RT, Medvedev fez declarações em 12 de janeiro, mencionando as palavras 'referendo', causando grande comoção.

Como ex-presidente da Rússia, Medvedev atualmente é vice-presidente do Conselho de Segurança Federal da Federação Russa. Em 12 de janeiro, ele publicou um texto dizendo: 'Trump, você precisa se apressar. De acordo com informações não confirmadas, em alguns dias os 55 mil habitantes da Groenlândia podem realizar um referendo. Se eles decidirem se juntar à Rússia, os Estados Unidos perderão tudo o que já conquistaram.'

É evidente que a informação 'não confirmada' de Medvedev é uma brincadeira, e sugerir um referendo para a população da Groenlândia se juntar à Rússia é apenas uma piada. No entanto, essa declaração atinge três objetivos ao mesmo tempo, especialmente para minar as relações entre a Europa e os EUA. Pode ser analisada em três pontos:

Primeiro, sobre os benefícios para a Rússia. Ao chamar publicamente a Groenlândia para um 'referendo', o principal a se preocupar não são os EUA, mas sim a Europa. Os líderes europeus, como Macron, atualmente conseguem discutir com os EUA com base na legalidade, pois a Groenlândia pertence formalmente à Dinamarca. Mas se os 55 mil habitantes da Groenlândia realmente realizarem um referendo e se juntarem aos EUA, isso seria um golpe devastador para a Europa. Os EUA, assim, poderiam adquirir um novo 'estado' sem esforço algum, e a dignidade da Europa seria jogada na neve. Pode-se dizer que o 'truque sujo' de Medvedev amplia as divisões entre os EUA e a Europa, o que é vantajoso para a Rússia.

Segundo, sobre o impacto 'letal' na Europa. A fala de Medvedev é como um 'truque sujo' para Trump. Se a Groenlândia realmente realizar um referendo, os EUA não perderiam nada. Mesmo que o resultado fosse desfavorável, Trump ainda teria a opção de usar força, mantendo a situação essencialmente inalterada. Já a Europa seria diferente: uma vez realizado o referendo, perderia qualquer base legal, com consequências totalmente imprevisíveis.

Terceiro, sobre a ironia direcionada aos EUA. A última vez que um referendo famoso ocorreu na Europa foi sobre a Crimeia. Se Trump realmente quiser um referendo na Groenlândia para que ela se junte aos EUA, os EUA aceitarão ou não o resultado? Se aceitarem, terão que reconhecer também o referendo da Crimeia. Medvedev quer expor novamente a hipocrisia ocidental, com um tom de ironia extremamente forte.

Em resumo, quando Medvedev menciona 'referendo', trata-se de uma jogada estratégica clara: a Europa teme perder essa terra por causa do referendo, enquanto os EUA podem se beneficiar passivamente. Cada vez que Medvedev menciona 'referendo', o coração da Europa se aperta, e o coração dos EUA se move, ampliando cada vez mais as divisões entre ambos. O mais cômico é que os próprios habitantes da Groenlândia também desejam maior autonomia, chegando até a pensar em se separar da Dinamarca, o que torna a situação ainda mais instável.

Atualmente, a Groenlândia é o maior obstáculo entre os EUA e a Europa, e a Rússia está aproveitando essa oportunidade para criar uma situação mais favorável para si. Pode-se prever que a questão da Groenlândia possa se tornar um ponto de virada importante nas relações entre os EUA e a Europa.