A Privacidade É uma Exigência de Conformidade, Não uma Preferência

A privacidade na blockchain é frequentemente discutida como se fosse uma escolha pessoal. Alguns usuários a querem, outros não. Essa estrutura faz sentido em aplicações para consumidores, mas desmorona assim que as finanças reguladas entram em cena. Em sistemas institucionais, a privacidade não é uma preferência. É uma exigência estrutural.

Bancos, fundos e entidades reguladas não se opõem à supervisão. O que eles não podem aceitar é a divulgação descontrolada. A regulamentação financeira é construída em torno da visibilidade seletiva. Certas partes devem ser capazes de verificar a atividade, enquanto outras não devem vê-la de forma alguma. A infraestrutura tradicional impõe isso por meio de controle de acesso centralizado e autoridade legal.

As blockchains públicas desafiam esse modelo ao tornar a transparência o padrão. Cada transação é visível. Cada saldo pode ser inferido. Isso funciona para redes de liquidação abertas, mas cria atrito para a atividade financeira do mundo real. Uma vez que a informação é pública, não pode ser retirada seletivamente. Essa limitação não é filosófica. É prática.

A abordagem mais realista é separar a verificação da divulgação. Um sistema deve ser capaz de provar que as regras foram seguidas sem expor os dados subjacentes. Quando essa separação existe, a privacidade deixa de ser um obstáculo à conformidade. Ela se torna parte da conformidade.

Essa distinção é importante porque a regulamentação não permanece parada. Os padrões de relatórios evoluem. Os requisitos jurisdicionais diferem. Sistemas que assumem total transparência lutam para se adaptar sem introduzir controles centralizados mais tarde.

A Dusk aborda a privacidade como parte da infraestrutura base, em vez de uma camada adicionada posteriormente. A validação não depende da revelação dos detalhes das transações para toda a rede. Em vez disso, a correção pode ser verificada sem ampla divulgação.

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