Quase todo o "mundo bancário" apoiou Jerome Powell em seu confronto com Trump. O Banco do Japão foi o único a se afastar — e isso diz mais do que parece.
A independência dos bancos centrais está ameaçada?
Após informações sobre a investigação relacionada aos depoimentos de Powell sobre os custos de renovação dos edifícios do Fed, parte do mercado interpretou isso como uma pressão política sobre o banco central. Powell sugere que se trata de pressão para cortes nas taxas.
Em resposta, os chefes de muitos bancos centrais assinaram uma declaração conjunta apoiando Powell — mencionando, entre outros, o BCE, o Banco da Inglaterra, o Banco do Canadá e uma série de outras instituições. O Banco do Japão não se juntou. Segundo fontes, o motivo seria as relações com os EUA e a relutância em entrar em um conflito que Trump poderia usar contra Tóquio.
Isso levanta a questão da verdadeira independência dos bancos centrais. Se a pressão política começar a moldar as taxas e a liquidez, os mercados de risco podem ganhar a curto prazo — mas a longo prazo o custo aumenta na forma de credibilidade do sistema.
