A usura não é um número que se adiciona, nem um juro que se calcula, mas um crime cometido contra o ser humano antes de ser uma transgressão na balança. É um dinheiro que se expande por fora e se destrói por dentro, brilha na mão e escurece no coração, aumenta as contas e empobrece a vida.
Deus o proibiu não porque prejudica apenas o pobre, mas porque corrompe o espírito de justiça na sociedade e quebra o equilíbrio da misericórdia entre as pessoas. No usura, o forte devora o fraco, lucra sem esforço e se aproveita da dor para criar riqueza. Portanto, Sua advertência foi severa, até que Deus, o Altíssimo, disse:
﴿Fazei guerra contra Deus e Seu Mensageiro﴾
E qual perda é maior do que ter Deus como seu adversário?
A usura elimina a bênção, mesmo que o dinheiro seja abundante. Vê-se seu possuidor sempre ansioso, nunca satisfeito, e sem paz, correndo atrás dos números e perdendo a tranquilidade. Por outro lado, o dinheiro lícito, mesmo que escasso, traz serenidade, crescimento e é um bem que se estende aos que estão ao seu redor.
A proibição não é uma limitação, mas uma proteção. Proteção para o ser humano de se tornar um lobo econômico, e proteção para a sociedade de ser construída sobre a injustiça. E Deus abriu portas amplas para sustento lícito, através do comércio, trabalho, parcerias e justiça, e prometeu:
﴿Deus elimina a usura e faz crescer as doações﴾
Escolha para si um dinheiro que o eleve, e não um que o derrube, e escolha um caminho que agrade a Deus, pois o que está com Deus não se consegue por meio da desobediência. E quem deixa algo por amor a Deus, Deus o recompensará com algo melhor, em sua riqueza, seu coração e sua vida.