A Venezuela possui algumas das maiores reservas de petróleo do planeta — no entanto, sua realidade de exportação conta uma história muito diferente. Em vez de uma ampla base de clientes global, o petróleo venezuelano flui para apenas um punhado de compradores.
A China domina, absorvendo cerca de dois terços das exportações de petróleo da Venezuela, tornando-se a tábua de salvação econômica do país. Os Estados Unidos vêm em seguida, com cerca de um quarto, enquanto a Espanha e Cuba ficam com apenas pequenas fatias. Além destes, a presença da Venezuela no comércio global de petróleo é quase irrelevante.
Esse desequilíbrio cria uma vulnerabilidade séria. Quando as receitas dependem de tão poucos clientes, qualquer tensão política, mudança de sanção ou alteração na demanda pode afetar duramente a renda nacional. Uma desaceleração nas compras da China ou restrições mais rigorosas dos EUA ressoariam imediatamente pela economia da Venezuela.
O paradoxo é claro:
Força: enormes reservas de petróleo
Fraqueza: extrema dependência de poucos parceiros comerciais
O setor de petróleo da Venezuela não é limitado por recursos — é limitado pela geopolítica, acesso e concentração de mercado. No mundo energético de hoje, a diversificação é tão importante quanto o fornecimento, e é aí que reside o verdadeiro risco.
#Venezuela #EnergyRisk #Geopolitics #OilExpor


