
No panorama cripto de 2026, uma sombra se alonga sobre nossas carteiras: a computação quântica. O que antes parecia ficção científica, hoje é uma prioridade nas folhas de rota dos dois gigantes. Mas, quem está melhor preparado para o "Dia Q"?
O Ponto de Inflexão: Por que agora?
Os avanços de empresas como IBM e Google aceleraram as previsões. Estima-se que para 2028, os computadores quânticos poderiam executar o Algoritmo de Shor com potência suficiente para romper a criptografia de curva elíptica (ECDSA), o cadeado que protege seus fundos em BTC e ETH.
🟠 Bitcoin: A Fortaleza Conservadora
Bitcoin aposta na imutabilidade. Sua estratégia é "esperar e ver", mas com defesas integradas:
Proteção por Hash: Se seus BTC estão em endereços modernos (P2PKH ou Taproot) e você nunca enviou fundos a partir deles, sua chave pública permanece oculta atrás de um hash (SHA-256), que é intrinsecamente mais resistente ao quântico.
**O Dilema das "Satoshi Coins": O grande risco são os 1.7 a 4 milhões de BTC em endereços antigos (P2PK) onde a chave pública é visível. Se não forem movidos para endereços quântico-resistentes, poderiam ser os primeiros a serem "hackeados" por uma IA quântica.
Atualização: Um "Soft Fork" para introduzir assinaturas Lamport ou Pós-Quântico é tecnicamente possível, mas requer um consenso social que no Bitcoin é sempre lento.
🔵 Ethereum: A Agilidade Proativa
Vitalik Buterin deixou claro em 2026: Ethereum deve passar pelo "teste de abandono" e ser seguro por 100 anos.
The Splurge: Esta fase do roadmap já integra ativamente a pesquisa em criptografia baseada em retículos (Lattices) e assinaturas STARKs.
Abstração de Contas (ERC-4337): É a arma secreta do ETH. Permite que os usuários mudem seu esquema de assinatura de forma individual sem esperar por uma atualização de toda a rede. Poderia "atualizar" sua carteira para um modelo quântico-resistente amanhã mesmo.
#CriptoPósQuântico
#Bitcoin #Ethereum #BTCvsETH
Plano de Emergência: Ethereum já tem projetado um protocolo de "Hard Fork de Emergência" que congelaria a rede e permitiria aos usuários reivindicar seus fundos por meio de provas de conhecimento zero (ZK-proofs) se ocorrer um ataque repentino.